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Agressão israelense ao Líbano provoca êxodo de mais de 80 mil pessoas

Exército israelense amplia pressão sobre áreas ao sul do rio Litani e força deslocamento da população

Habitantes do sul do Líbano são frequentemente atacados por Israel (Foto: Prensa Latina )

247 - Milhares de pessoas no Líbano voltaram a deixar suas casas após o Exército de Israel emitir novas ameaças de evacuação para comunidades localizadas ao sul do rio Litani, região próxima à fronteira com Israel. O alerta ampliou o clima de insegurança e provocou uma nova onda de deslocamentos internos, com moradores buscando abrigo em áreas consideradas mais seguras.

Segundo informações divulgadas pela rede Al Jazeera, o aviso foi divulgado pelo porta-voz do Exército israelense e inclui moradores de várias localidades do sul do país. Desta vez, a comunicação mencionou explicitamente a cidade costeira de Tiro, uma das principais do sul libanês.

Tiro está localizada ao sul do rio Litani e, de acordo com relatos locais, parte da população permaneceu na cidade mesmo após o primeiro alerta emitido na noite anterior. A permanência de moradores pode explicar a intensificação dos ataques aéreos registrados posteriormente.

Bombardeios israelenses atingiram o centro da cidade no fim do dia anterior, em uma ofensiva que elevou o nível de tensão na região. Após os ataques, o Exército de Israel voltou a emitir novos avisos exigindo que a população deixe a área.

A agressão militar israelense já provocou um grande deslocamento interno no Líbano. Estima-se que mais de 80 mil pessoas tenham sido obrigadas a abandonar suas casas desde o início das ofensivas.

A situação humanitária tem se agravado rapidamente. Muitos deslocados estão dormindo ao ar livre, mantendo seus carros estacionados por perto enquanto aguardam condições mais seguras ou algum tipo de abrigo.

A rede de abrigos disponíveis no país não tem sido suficiente para atender ao fluxo crescente de pessoas em fuga. Entre os deslocados estão muitos moradores dos subúrbios do sul de Beirute, região que também tem sido alvo frequente de ataques israelenses.

Diante da intensificação dos bombardeios e das repetidas ameaças de evacuação, a população continua deixando áreas consideradas de risco, enquanto autoridades e organizações humanitárias enfrentam dificuldades para lidar com o aumento rápido do número de pessoas deslocadas.

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