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Famílias no Líbano são obrigadas a fugir de suas casas e dormir nas ruas devido a agressões de Israel

Bombardeios israelenses já deixaram 74 mortos em território libanês desde segunda-feira (2)

Fumaça sobe após ataque israelense aos subúrbios sul de Beirute, 4 de março de 2026 (Foto: REUTERS/Claudia Greco)

247 - Trabalhadores humanitários relataram que famílias deslocadas no Líbano têm sido obrigadas a passar a noite nas calçadas, enquanto outras fogem de suas residências carregando poucos ou nenhum pertence. Uma assistente social em Beirute descreveu noites de terror com seus filhos, enquanto explosões próximas balançavam sua casa. "No centro de Beirute, famílias deslocadas não sabem para onde ir", afirmou Michael Adams, diretor da CARE International no Líbano, em comunicado divulgado na terça-feira (3). As informações são da CNN Brasil.

Israel intensificou os bombardeios em diferentes regiões do país, incluindo a capital Beirute. Nesta quarta-feira (4), Israel anunciou ataques a alvos do Hezbollah ao sul do rio Litani, localizado entre 20 e 30 quilômetros ao norte da fronteira israelense. Desde segunda-feira (2), 74 pessoas morreram em decorrência dos ataques, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Maya Andari, diretora de qualidade de programas da CARE International, relatou que os ataques começaram "sem qualquer ordem de retirada", levando famílias a abandonarem rapidamente suas casas. Ela contou que conhecidas nos subúrbios do sul de Beirute, incluindo duas crianças pequenas, acordaram com o som de explosões ao redor.

Crianças enfrentam desidratação e estresse

Crianças deslocadas enfrentam desidratação e cansaço extremo após mais de 36 horas de "estresse implacável", destacou Cyril Bassil, especialista em comunicação da CARE International. Os que permanecem em casa vivem sob constante medo, com noites sem dormir e ansiedade sobre possíveis novas evacuações.

O cenário atual no Líbano está ligado à escalada regional iniciada pelas agressões dos Estados Unidos e Israel contra o Irã desde sábado (28). Em resposta, o governo iraniano atacou países do Oriente Médio que abrigam bases militares estadunidenses, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo (1º), a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo Ali Khamenei teria sido vítima dos ataques estadunidenses e israelenses. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã considera responder às agressões como um "direito e dever legítimo". Donald Trump, presidente dos EUA, advertiu que qualquer ação retaliatória seria enfrentada com "uma força nunca antes vista".

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