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Itamaraty condena ataques entre Israel e Hezbollah

Governo afirma que não há brasileiros entre as vítimas e apela pelo cumprimento do cessar-fogo

Beirute (Foto: Amr Abdallah Dalsh / Reuters)

247 - O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira (3) a terceira manifestação oficial sobre a escalada de tensão no Oriente Médio, agora com a ampliação do conflito para o território libanês. O governo brasileiro informou que “acompanha, com grande preocupação, a extensão do atual conflito no Oriente Médio para o Líbano, com o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo a região de Beirute”.

No texto, o Itamaraty condena as ações militares e reforçou o apelo pela interrupção imediata dos confrontos. “Ao condenar essas ações, o Brasil apela às partes pela cessação imediata das hostilidades e insta ao cumprimento integral do acordo de cessar-fogo de 27/11/2024 e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, afirmou o Itamaraty.

Segundo a pasta, não há registro de brasileiros entre as vítimas dos ataques e que “as Embaixadas do Brasil no Líbano e na região mantêm contato com as respectivas comunidades brasileiras e disponibilizam recomendações nas páginas eletrônicas e mídias sociais”.

Brasil pede respeito a acordo e resolução da ONU

Esta é a terceira nota oficial emitida pelo Itamaraty desde o início da recente escalada militar. No sábado (28), após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o governo brasileiro condenou os ataques e manifestou “grave preocupação” com o avanço das ações militares, reiterando a defesa do Direito Internacional e da soberania dos Estados. Horas depois, diante das ações retaliatórias iranianas, o Brasil também se solidarizou com países da região afetados pela instabilidade.

Situação de brasileiros na região é monitorada

A situação de brasileiros que enfrentam dificuldades para retornar ao país, como aqueles que estão em Dubai, segue sob monitoramento do governo, de acordo com interlocutores oficiais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou na segunda-feira e nesta terça-feira com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para tratar do tema.

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