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Brasil teme nova crise de refugiados no Oriente Médio

Governo avalia levar tema à ONU e discute impacto humanitário de agressões militares de Israel no Líbano e no Irã

Teerã sob ataque sionista (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 - O governo brasileiro acompanha com preocupação a escalada militar no Oriente Médio e avalia que a incursão de Israel no Líbano, somada aos ataques ao Irã, pode desencadear uma nova crise de refugiados na região. A análise considera relatos de deslocamentos recentes de civis libaneses e iranianos diante da intensificação dos confrontos. As informações são da CNN Brasil.

Entidades internacionais já identificam movimentações populacionais nas últimas horas. Diplomatas e militares avaliam que moradores de grandes centros urbanos, como Beirute e Teerã, tendem a buscar abrigo em países vizinhos ou até mesmo em nações europeias.

O cenário remete à instabilidade humanitária registrada no ano passado, quando ofensivas israelenses na Faixa de Gaza agravaram a situação social e provocaram deslocamentos forçados. Integrantes do governo brasileiro entendem que a repetição de conflitos em larga escala pode ampliar os níveis de pobreza e desnutrição em diferentes pontos do Oriente Médio.

Auxiliares do Palácio do Planalto defendem que o tema seja debatido na Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de mobilizar a comunidade internacional para evitar o aprofundamento da crise humanitária. A avaliação interna é de que a resposta precisa envolver coordenação multilateral para reduzir o impacto sobre a população civil.

O governo brasileiro também analisa a possibilidade de se manifestar oficialmente sobre os ataques israelenses ao Líbano. Nos bastidores, a leitura é de que Israel estaria se valendo do contexto atual para ampliar a instabilidade regional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera ainda a hipótese de telefonar a líderes mundiais para tratar da escalada do conflito e de suas consequências humanitárias. O tema ganha relevância adicional no Brasil, que abriga a maior comunidade libanesa fora do Líbano, o que historicamente reforça a atenção do país aos desdobramentos na região.

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