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Após agredir o Irã, Israel anuncia ocupação do Líbano em projeto expansionista

Governo israelense autoriza Exército a assumir novas posições no sul libanês após bombardeios e escalada militar no Oriente Médio

Benjamin Netanyahu em Jerusalém 5/1/2026 REUTERS/Ronen Zvulun (Foto: Ronen Zvulun)

247 - Israel anunciou nesta terça-feira (3) que passará a ocupar novas posições estratégicas no sul do Líbano, em meio à intensificação das ações militares na região, conforme noticiado pela Folha de São Paulo. A decisão ocorre após o início, na véspera, de uma campanha de bombardeios contra o Hezbollah e poucos dias depois de Estados Unidos e Israel iniciarem uma ofensiva contra o Irã, ampliando o cenário de guerra no Oriente Médio.

Em comunicado oficial, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a medida foi autorizada em conjunto com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos o Exército israelense a avançar e assumir o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, com o objetivo de impedir os ataques contra as localidades israelenses na fronteira”, declarou.

Pouco antes do anúncio, as Forças Armadas israelenses informaram que soldados já estavam posicionados em “vários pontos” do sul libanês. A movimentação amplia a presença militar israelense no território vizinho, onde o Exército já mantinha tropas em cinco áreas consideradas estratégicas desde o cessar-fogo firmado em novembro de 2024.

O porta-voz internacional do Exército, tenente-coronel Nadav Shoshani, negou que se trate de uma invasão terrestre de grande escala. “Não se trata de uma operação terrestre. É uma medida tática destinada a garantir a segurança do nosso povo”, afirmou. Ele acrescentou: “Posicionamos soldados na zona de fronteira em pontos adicionais para defender nossos civis e impedir que o Hezbollah os ataque”.

A nova ocupação ocorre em um momento de forte tensão regional. No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, que resultou na morte de autoridades iranianas, entre elas o líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei. Teerã respondeu com bombardeios em diferentes áreas do Golfo e contra Israel, aprofundando o risco de uma escalada de grandes proporções no Oriente Médio.

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