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Sobe para 787 o número de mortos no Irã após ataques dos EUA e de Israel

Teerã registra novos bombardeios e funerais de 165 estudantes

Fumaça sobe após uma explosão, depois que Israel e os EUA lançaram ataques contra o Irã, em Teerã, Irã, 28 de fevereiro de 2026. (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 - O número de mortos no Irã em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos e Israel subiu para 787, segundo informou a mídia estatal iraniana nesta terça-feira (3). O balanço foi divulgado no quarto dia da guerra e ocorre em meio a novos bombardeios contra a capital, Teerã, o que pode indicar que o total de vítimas ainda não esteja consolidado.

Os dados são do Crescente Vermelho do Irã, braço regional da Cruz Vermelha, e consideram as mortes registradas até segunda-feira (2). Como os ataques foram retomados nesta terça, as autoridades alertam que o número pode ser revisado nas próximas horas.

A escalada militar teve início no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de grande escala contra alvos iranianos. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas cidades do país. Os bombardeios resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, além de integrantes de alto escalão das Forças Armadas e do governo.

Desde então, o conflito se ampliou. Em resposta às ofensivas, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. A troca de ataques passou a ocorrer diariamente, atingindo não apenas Israel e Irã, mas também outras áreas estratégicas da região.

Entre os 787 mortos confirmados estão 165 vítimas de um ataque contra uma escola feminina. Os funerais das estudantes são realizados nesta terça-feira pelo governo iraniano, em meio ao agravamento da crise humanitária e ao clima de tensão crescente no país.

O Crescente Vermelho do Irã já havia informado que quase 800 pessoas morreram desde o início dos ataques. A entidade humanitária tem atuado no atendimento às vítimas em diferentes cidades atingidas.

Do lado norte-americano, os Estados Unidos confirmaram no domingo a morte de seis militares desde o início da guerra. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que haverá retaliação. “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou.

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