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Agressões de Israel ao Líbano deixam 773 mortos, incluindo 103 crianças e adolescentes

Bombardeios já deslocaram mais de 800 mil pessoas e ordens de retirada já atingem 14% do território do país

Israel ataca região sul de Beirute (Foto: Reuters)

247- O número de mortos provocados pelas agressões de Israel no Líbano chegou a 773, incluindo 103 crianças e adolescentes, segundo informou nesta sexta-feira (13) o Ministério da Saúde libanês. Desde o início dos ataques, em 2 de março, ao menos 1.933 pessoas ficaram feridas. Além do aumento das vítimas, ordens de retirada emitidas por forças israelenses já atingem cerca de 14% do território libanês. As informações são do jornal O Globo.

A expansão das áreas consideradas perigosas ocorre em meio à intensificação dos bombardeios e ao agravamento da crise humanitária no país. Diante da escalada do conflito e do crescimento do número de deslocados, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, lançou, nesta sexta-feira (13), um apelo por 325 milhões de dólares em ajuda emergencial para apoiar o Líbano. O valor equivale a aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

De acordo com estimativas, mais de 800 mil pessoas já foram obrigadas a deixar suas casas desde o início dos confrontos. Organizações humanitárias alertam que esse número pode ultrapassar 1 milhão, caso a ofensiva militar continue.

Ataques em Beirute

Um ataque israelense com drones atingiu o bairro de Ramlet al-Baydaa, na região central de Beirute. O bombardeio matou oito pessoas e deixou outras 21 feridas, segundo autoridades locais. A área atingida fica à beira-mar e vinha sendo utilizada por pessoas deslocadas que dormiam ao relento após fugirem de regiões bombardeadas.

Entre a noite de quarta-feira (11) e a madrugada de quinta-feira (12), o Exército israelense também realizou uma nova onda de bombardeios contra Beirute e bairros do sul da capital libanesa. A intensificação das agressões militares tem sido acompanhada por ordens de retirada em larga escala. De acordo com o Conselho Norueguês para Refugiados, as áreas afetadas pelas advertências de Israel já somam cerca de 1.470 quilômetros quadrados.

Essa extensão corresponde a aproximadamente 14% do território do Líbano. As ordens de retirada concentram-se principalmente em regiões do sul do país com maioria xiita, onde se localiza a principal base de apoio do Hezbollah. O Hezbollah passou a integrar o conflito em 2 de março, quando lançou projéteis contra Israel. A ação ocorreu dois dias após o assassinato de Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

1.100 bombardeios no Líbano

O Exército de Israel afirma ter realizado mais de 1.100 bombardeios no Líbano desde o início das agressões. Segundo os militares, as operações tiveram como alvo instalações militares, sistemas de mísseis e posições do Hezbollah. Ainda segundo as forças israelenses, cerca de 190 ataques atingiram integrantes da força de elite Al-Radwan, ligada ao Hezbollah. Outros mais de 200 bombardeios tiveram, de acordo com a versão israelense, como alvo mísseis ou lançadores utilizados pelo grupo.

Na quinta-feira (12), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país poderá capturar território libanês caso os ataques do Hezbollah continuem. Ele também informou ter ordenado, juntamente com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que o Exército se prepare para ampliar as operações militares no Líbano.

Katz declarou ter alertado o presidente do Líbano, Joseph Aoun, sobre a possibilidade de avanço militar, caso o governo libanês não impedisse ataques contra o norte de Israel. Segundo ele, se o território libanês continuar sendo usado para disparos contra comunidades israelenses, as forças israelenses poderão ocupar a área.

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