Após anúncio da abertura do Estreito de Ormuz, Trump diz que manterá bloqueio naval ao Irã
Mandatário estadunidense declarou que bloqueio continuará até que negociações com o país persa sejam concluídas
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval imposto ao Irã continuará em vigor, mesmo após a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação comercial. A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, na sexta-feira (17), informa a RT Brasil.
Na mensagem, Trump declarou: "O Estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para o tráfego comercial e a passagem livre, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito exclusivamente no que diz respeito ao Irã, até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída".
O presidente também afirmou que o processo de negociação "deve ocorrer muito rápido", acrescentando que a maior parte dos pontos já foi discutida entre as partes.
Reabertura do Estreito de Ormuz
A manifestação ocorre após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, anunciar que o Estreito de Ormuz está aberto à navegação comercial durante o período restante do cessar-fogo no Líbano. Trump comentou a reabertura anunciada por Teerã, escrevendo: "O Irã acaba de anunciar que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para a passagem de todos os navios. Obrigado!".
O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou ainda que recebeu positivamente o anúncio da trégua no Líbano, ressaltando que o país tem enfatizado a necessidade de um cessar-fogo mais amplo na região.
Tensão no tráfego marítimo
Antes da reabertura, o Irã havia bloqueado quase completamente o Estreito de Ormuz, em resposta às agressões dos EUA e Israel, rota estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. O país persa anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por via marítima, o que contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica informou anteriormente que embarcações dos Estados Unidos e de seus aliados não poderiam atravessar o estreito. Em meio às tensões, Trump propôs a criação de uma coalizão naval para escoltar navios na região, iniciativa que não contou com a adesão de diversos países, incluindo aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).


