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Após ataque dos EUA, papa Leão XIV defende soberania e independência da Venezuela

Pontífice afirma que bem-estar do povo venezuelano deve prevalecer sobre interesses externos

Papa Leão 14 participa de encontro no Vaticano 23/10/2025 REUTERS/Yara Nardi (Foto: Yara Nardi/Reuters)

247 - O papa Leão XIV declarou neste domingo que a Venezuela deve manter sua soberania e permanecer como um país independente, ao comentar a atual crise política envolvendo a nação sul-americana. A manifestação ocorreu após a oração dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de fiéis. Segundo o G1, durante seu pronunciamento, o pontífice afirmou acompanhar os acontecimentos com “profunda preocupação” e fez um apelo direto para que os direitos humanos sejam respeitados e a violência superada.

Declaração do papa no Vaticano

Em sua fala, Leão XIV destacou que a prioridade deve ser o povo venezuelano, acima de quaisquer disputas políticas ou interesses externos. “O bem-estar do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações e levar à superação da violência e ao início de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, afirmou o papa.

Crise na Venezuela e reação internacional

A declaração do líder da Igreja Católica ocorre em meio a um agravamento das tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos. No sábado (3), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi detido por militares estadunidenses e levado para um centro de detenção em Nova York, segundo informações oficiais do governo dos Estados Unidos.

De acordo com as autoridades, a prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas. Maduro foi posteriormente conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Imagens do presidente venezuelano escoltado por agentes federais foram divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca na rede social X.

Prisão de Nicolás Maduro nos Estados Unidos

Em entrevista coletiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia os próximos passos em relação à Venezuela. Segundo ele, os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos ou como esse arranjo funcionaria.

Ainda no sábado, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça estadunidense em um tribunal de Nova York. Segundo Bondi, o presidente venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, que também foi detida, foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado.

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