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Após cessar-fogo, chanceler iraniano agradece ao Paquistão e assegura fluxo comercial em Ormuz "mediante coordenação"

Irã anuncia trégua de duas semanas enquanto negociações com EUA e aliados avançam com mediação do Paquistão

Seyyed Abbas Araghchi, hanceler do Irã (Foto: Chancelaria iraniana )

247 - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, agradeceu às autoridades do Paquistão pelos esforços diplomáticos que contribuíram para o cessar-fogo de duas semanas firmado entre Irã, Estados Unidos e Israel, destacando também a garantia de passagem segura no Estreito de Ormuz sob "coordenação" militar iraniana. A medida integra um acordo mais amplo que abre caminho para negociações internacionais em busca de uma solução permanente para o conflito.

Em sua declaração, Araghchi afirmou: “Em nome da República Islâmica do Irã, expresso gratidão e apreço aos meus queridos irmãos, o primeiro-ministro do Paquistão, Sharif, e o marechal de campo Munir, por seus incansáveis esforços para pôr fim à guerra na região”.

O chanceler também vinculou o cessar-fogo às negociações em curso com os Estados Unidos. “Em resposta ao pedido fraterno do primeiro-ministro Sharif em sua publicação, e considerando também a solicitação dos Estados Unidos por negociações com base em sua proposta de 15 pontos, bem como o anúncio da POTUS sobre a aceitação do quadro geral da proposta de 10 pontos do Irã como base para negociações, declaro, em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã”, disse.

Ele ressaltou ainda a condição para a manutenção da trégua: “Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas”.

Sobre a navegação no Estreito de Ormuz, Araghchi afirmou: “Por um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração das limitações técnicas”.

O entendimento integra um plano mais amplo apresentado por Teerã, que inclui garantias de não agressão, reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, aceitação do enriquecimento de urânio e discussões sobre o levantamento de sanções primárias e secundárias, além da revisão de resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo o governo iraniano, o acordo representa uma “vitória para o Irã”, ao indicar que os Estados Unidos teriam aceitado, em princípio, pontos centrais da proposta. As negociações para um acordo definitivo devem ocorrer em Islamabad, reforçando o papel do Paquistão como mediador nas tratativas diplomáticas.

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