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Israel aceita cessar-fogo proposto por Trump na guerra contra o Irã

Acordo prevê pausa de duas semanas e depende da reabertura do Estreito de Ormuz

Israel aceita cessar-fogo proposto por Trump na guerra contra o Irã (Foto: Reuters/Ilustração)

247 - Israel aceitou o cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê a suspensão das operações militares por duas semanas e está condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz. A medida surge em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e busca criar espaço para negociações diplomáticas.

De acordo com a CNN Brasil, uma alta autoridade da Casa Branca afirmou que Israel concordou com o acordo cerca de uma hora e meia antes do prazo final estipulado para que o Irã reabrisse a rota marítima estratégica. A decisão também inclui a interrupção temporária da campanha de bombardeios israelenses.

Anúncio de Trump para a trégua

O anúncio foi feito por Trump em uma publicação na rede Truth Social. Na mensagem, o presidente detalhou as condições para a suspensão das ações militares. “Com base nas conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, afirmou.

Trump também destacou o caráter bilateral do acordo: “Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio”.

Contexto da guerra no Oriente Médio

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, após uma ofensiva conjunta que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outras autoridades do alto escalão.

Segundo os Estados Unidos, foram destruídos diversos ativos militares iranianos, incluindo navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves. Em resposta, o Irã realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando atingir interesses ligados aos EUA e a Israel.

Impactos e desdobramentos regionais

O conflito também gerou consequências humanitárias significativas. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, aponta mais de 1.750 civis mortos no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca contabiliza ao menos 13 soldados estadunidenses mortos em ataques iranianos.

A crise se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah realizou ataques contra Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel intensificou bombardeios no território libanês, ampliando o número de vítimas.

Após a morte do líder supremo, Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo chefe máximo do Irã. Especialistas avaliam que a mudança representa continuidade na estrutura política do país. Trump criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que o novo líder seria “inaceitável” para a liderança iraniana.

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