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Paquistão pede a Trump prazo de duas semanas para acordo com Irã

Pedido visa reabrir Estreito de Ormuz e conter escalada da guerra entre entre EUA, e Israel contra o Irã

Mapa mostra o Estreito de Hormuz e o Irã atrás de uma miniatura impressa em 3D do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta ilustração 22/06/2025 REUTERS/Dado Ruvic (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

247 - O Paquistão solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a extensão de duas semanas no prazo para que o Irã conclua um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, em uma tentativa de conter a escalada militar no Oriente Médio. De acordo com o jornal O Globo, o pedido foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com o objetivo de evitar um agravamento da crise regional.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores energéticos do mundo, responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. O bloqueio da rota eleva riscos para a economia internacional e amplia a pressão por soluções diplomáticas.

Escalada de tensão e ameaças dos EUA

A iniciativa do Paquistão ocorre após Donald Trump estabelecer um ultimato ao Irã para que o país aceitasse um acordo até a noite desta terça-feira (7), prazo que já havia sido estendido anteriormente em 48 horas. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”, intensificando o tom das ameaças contra Teerã.

Resposta do Irã e alerta na ONU

O embaixador iraniano na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, reagiu às declarações e afirmou que as ameaças “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio”. Segundo ele, o Irã adotará “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” caso os Estados Unidos realizem os ataques prometidos.

Impasse no Conselho de Segurança

A crise também foi discutida no Conselho de Segurança da ONU. O Bahrein apresentou uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, sugerindo que países interessados na rota coordenassem ações defensivas para garantir a segurança da navegação.

A proposta, no entanto, foi vetada por China e Rússia, membros permanentes do Conselho com poder de veto. Ao todo, 11 países votaram a favor, enquanto Paquistão e Colômbia se abstiveram.

Mobilização no Irã e repercussão nos EUA

Em meio à escalada, grupos de jovens iranianos começaram a formar correntes humanas ao redor de infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes, consideradas possíveis alvos.

Nos Estados Unidos, integrantes do Partido Democrata criticaram a retórica do governo e apontaram preocupações sobre a possibilidade de intensificação do conflito, incluindo riscos de uso de armamento nuclear.

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