Paquistão pede a Trump prazo de duas semanas para acordo com Irã
Pedido visa reabrir Estreito de Ormuz e conter escalada da guerra entre entre EUA, e Israel contra o Irã
247 - O Paquistão solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a extensão de duas semanas no prazo para que o Irã conclua um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, em uma tentativa de conter a escalada militar no Oriente Médio. De acordo com o jornal O Globo, o pedido foi feito pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com o objetivo de evitar um agravamento da crise regional.
Importância estratégica do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é um dos principais corredores energéticos do mundo, responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. O bloqueio da rota eleva riscos para a economia internacional e amplia a pressão por soluções diplomáticas.
Escalada de tensão e ameaças dos EUA
A iniciativa do Paquistão ocorre após Donald Trump estabelecer um ultimato ao Irã para que o país aceitasse um acordo até a noite desta terça-feira (7), prazo que já havia sido estendido anteriormente em 48 horas. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite”, intensificando o tom das ameaças contra Teerã.
Resposta do Irã e alerta na ONU
O embaixador iraniano na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, reagiu às declarações e afirmou que as ameaças “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio”. Segundo ele, o Irã adotará “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” caso os Estados Unidos realizem os ataques prometidos.
Impasse no Conselho de Segurança
A crise também foi discutida no Conselho de Segurança da ONU. O Bahrein apresentou uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, sugerindo que países interessados na rota coordenassem ações defensivas para garantir a segurança da navegação.
A proposta, no entanto, foi vetada por China e Rússia, membros permanentes do Conselho com poder de veto. Ao todo, 11 países votaram a favor, enquanto Paquistão e Colômbia se abstiveram.
Mobilização no Irã e repercussão nos EUA
Em meio à escalada, grupos de jovens iranianos começaram a formar correntes humanas ao redor de infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes, consideradas possíveis alvos.
Nos Estados Unidos, integrantes do Partido Democrata criticaram a retórica do governo e apontaram preocupações sobre a possibilidade de intensificação do conflito, incluindo riscos de uso de armamento nuclear.


