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Atirador queria matar Trump e autoridades, diz Casa Branca

Porta-voz afirma que suspeito agiu com intenção de causar massacre durante jantar em Washington

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante briefing em Washington, D.C., EUA - 07/01/2026 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

247 - A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou neste domingo (26) que o homem responsável por um ataque a tiros durante um jantar com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha como objetivo assassinar o chefe de Estado e atingir o maior número possível de integrantes do alto escalão do governo. As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil.

Em publicação na rede social X, Leavitt classificou o suspeito, identificado pelas autoridades como Cole Tomas Allen, de 31 anos, como "uma pessoa depravada e louca". A porta-voz também descreveu o momento de tensão e agradeceu a atuação das forças de segurança, que agiram rapidamente para conter a situação.

O episódio ocorreu na noite de sábado (25), em Washington, quando disparos foram registrados durante o evento. Trump foi retirado às pressas do local por agentes do Serviço Secreto, enquanto o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo deixaram o ambiente em segurança.

De acordo com as autoridades, o suspeito será formalmente indiciado nesta segunda-feira (27). A procuradora federal Jeanine Pirro informou que ele responderá por duas acusações principais: uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa. Até o momento, a motivação do ataque não foi esclarecida.

Segundo o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, o agressor estava fortemente armado, portando uma espingarda, uma pistola e diversas facas. Ele chegou a trocar tiros com policiais antes de ser detido. Carroll afirmou que tudo indica que o homem agiu sozinho e que ele estaria hospedado no hotel onde o jantar foi realizado. O quarto utilizado pelo suspeito foi isolado para perícia.

As investigações se estenderam para outros estados. Durante a madrugada, agentes do FBI cercaram uma residência ligada a Allen em Torrance, na Califórnia, onde realizaram buscas em busca de evidências.

Registros públicos apontam que o suspeito trabalhava como professor e também atuava como desenvolvedor de videogames no sul da Califórnia. Ele teria formação em engenharia pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, conforme informações obtidas pela imprensa.

Durante o confronto, um agente do Serviço Secreto foi atingido por um disparo, que acabou sendo contido pelo equipamento de proteção. De acordo com Anthony Guglielmi, o agente recebeu atendimento médico e já teve alta.

O caso segue sob investigação das autoridades federais, que buscam esclarecer as circunstâncias e possíveis motivações por trás do ataque.

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