B-52: como é o bombardeiro dos EUA usado contra o Irã
Conheça o B-52, aeronave histórica dos Estados Unidos utilizada em ataques ao Irã
247 - O B-52, um dos bombardeiros mais antigos ainda em operação no mundo, voltou ao centro das atenções após ser mobilizado pelos Estados Unidos em ações militares contra o Irã. A aeronave, considerada peça-chave da estratégia americana, é usada para atingir cadeias de suprimentos ligadas à produção de mísseis, drones e embarcações militares iranianas, com o objetivo de dificultar a reposição de armamentos no conflito.
Segundo informações divulgadas pelo portal G1, com base em dados do Pentágono, o uso dos bombardeiros ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. O anúncio foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão na cidade iraniana de Isfahan, supostamente em um depósito de munições.
Fabricado pela Boeing, o B-52 é capaz de transportar armas de alta precisão e voar por mais de 14 mil quilômetros sem necessidade de reabastecimento. Desenvolvido na década de 1950, o modelo se consolidou como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana, com 744 unidades produzidas até o encerramento da fabricação, em 1962.
Projetado inicialmente para transportar armamento nuclear durante a Guerra Fria, o B-52 ganhou notoriedade como o chamado “bombardeiro do juízo final”, devido à sua capacidade de atingir alvos estratégicos de longa distância, incluindo a antiga União Soviética. Apesar de manter essa capacidade, não há confirmação de que ogivas nucleares estejam sendo utilizadas nas operações atuais contra o Irã.
Ao longo de mais de sete décadas, o modelo participou de praticamente todas as grandes operações militares dos Estados Unidos, incluindo a Guerra do Vietnã, as ações após os atentados de 11 de setembro de 2001 e missões contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, em 2016.
O B-52 possui oito motores e pode operar a altitudes de até 15 mil metros, acima da maior parte do campo de batalha. Sua capacidade de carga chega a 32 toneladas, incluindo bombas, minas e mísseis. Na versão mais recente, conhecida como “H”, a aeronave pode transportar até 20 mísseis de cruzeiro.
Apesar do poder de fogo, o bombardeiro apresenta limitações. Por não ter a mesma agilidade de caças modernos, torna-se mais vulnerável a sistemas de defesa antiaérea. Ainda assim, sua capacidade de operar a grandes distâncias e lançar ataques de alta precisão mantém sua relevância nas estratégias militares dos EUA.
Em comunicado, as Forças Armadas americanas destacaram a modernização contínua do modelo. “Atualizado com tecnologia moderna, o B-52 é capaz de empregar toda a gama de armas desenvolvidas em conjunto e seguirá ao longo do século 21 como um elemento importante das defesas do país. A Força Aérea atualmente prevê operar os B-52 até 2050”, afirmaram.


