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Casa Branca diz que Trump fará pronunciamento à nação nesta quarta-feira sobre o Irã

A porta-voz Karoline Leavitt confirmou o pronunciamento para as 22h (horário de Brasília), enquanto a guerra se expande no Oriente Médio

Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Evan Vucci/Reuters)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação nesta quarta-feira (1) às 21h no horário do leste dos EUA — 22h no horário de Brasília. Será apresentada uma atualização importante sobre o Irã, atacado por forças estadunidenses desde o dia 28 de fevereiro. 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a informação em um contexto de escalada do conflito que se espalha por diversas nações do Oriente Médio. "Amanhã à noite, às 21h (horário do leste dos EUA), o presidente Trump fará um pronunciamento à nação para fornecer uma importante atualização sobre o Irã", publicou ela.

As declarações da porta-voz constituem a fonte central desta matéria. Os ataques dos Estados Unidos contra o Irã tiveram início em 28 de fevereiro, com Washington acusando Teerã de avançar no desenvolvimento de armamento nuclear. Mas a Organização das Nações Unidas rejeitou essa narrativa, afirmando não haver evidências de que o governo iraniano tenha desenvolvido bombas nucleares.

Desde o início do conflito, a violência se alastrou bem além das fronteiras iranianas. O Líbano tornou-se alvo direto de ataques israelenses, com o Hezbollah — organização que tem sua base de operações no país — no centro das operações militares. O Catar, apesar de abrigar a maior base aérea norte-americana da região, foi atingido por Teerã, com duas instalações de produção de gás natural danificadas nas ofensivas iranianas, forçando Doha a interromper temporariamente sua produção.

A expansão geográfica do conflito não parou por aí. Bases militares dos Estados Unidos localizadas em Omã foram alvo de ataques iranianos. Bahrein e Arábia Saudita também sofreram ofensivas. Iraque, Jordânia, Azerbaijão, Chipre e Emirados Árabes Unidos igualmente foram arrastados para a dinâmica do conflito, compondo um mapa de instabilidade que se amplia semana a semana.

Irã descarta confronto com países do Golfo

Em meio à tensão crescente, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, buscou delimitar os alvos das ações de Teerã. Segundo a mídia estatal iraniana, após os ataques realizados no último sábado, Araghchi deixou claro que o Irã não está em confronto com as nações do Golfo Pérsico, mas sim em enfrentamento direto com os Estados Unidos.

A declaração ganha peso no contexto das alianças regionais em jogo. Washington conta formalmente com ao menos oito parceiros no Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Egito e Síria. 

Do outro lado, o Irã mantém vínculos estratégicos com o Paquistão, com o Hezbollah no Líbano e com grupos armados no Iêmen, configurando um equilíbrio de forças que torna qualquer escalada adicional um risco de proporções regionais.

O pronunciamento de Trump nesta quarta-feira é aguardado com atenção por líderes e mercados globais, que buscam sinais sobre os próximos passos da política externa americana em relação ao conflito.

Números de mortos

De acordo com informações divulgadas pela Crescente Vermelha Iraniana na última sexta-feira (27), pelo menos 1.900 pessoas morreram em ataques ao Irã desde 28 de fevereiro. O governo iraniano registrou ao menos 200 crianças mortas. As estatísticas dos óbitos foram divulgadas por Catherine Nicholls, da CNN.

O Líbano contabilizou 1.247 pessoas mortas em consequência de ataques israelenses desde 2 de março. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde. Pelo menos 124 crianças estão entre os mortos. No Iraque, pelo menos 101 pessoas foram mortas desde o começo da guerra, informaram as autoridades. Na Região do Curdistão, semi-autônoma, pelo menos 13 pessoas foram mortas, apontou o governo regional.

Cerca de 19 civis também foram mortos dentro de Israel desde o início do conflito. Seis soldados israelenses morreram no sul do Líbano, detalhou o exército israelense. E 13 militares estadunidenses foram mortos desde que a guerra, divulgou o Comando Central dos EUA.

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