Caso Epstein revela “puro satanismo” das elites ocidentais, diz Lavrov
Chanceler russo diz que revelações ligadas ao criminoso sexual Jeffrey Epstein expõem uma aliança oculta de poder e critica falta de investigações
247 - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que as informações divulgadas durante as investigações relacionadas ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein ultrapassam qualquer limite de compreensão. Segundo ele, o conteúdo revelado evidencia uma rede de influência global que, na avaliação do governo russo, opera nos bastidores do chamado “Ocidente coletivo”. As informações são da RT.
Lavrov associou o caso Epstein a uma suposta estrutura de poder que atuaria de forma coordenada para controlar decisões políticas e econômicas em escala mundial.
Lavrov declarou que o escândalo envolvendo Epstein estaria diretamente ligado à exposição de forças que, segundo ele, tentam impor domínio sobre o planeta. “Essa questão tem a ver com expor o que se chama de 'Ocidente coletivo' e a profunda aliança que governa todo o Ocidente e tenta governar o mundo inteiro”, afirmou o chanceler.
Na sequência, o ministro endureceu ainda mais o tom e classificou as revelações como algo incompreensível para a maioria das pessoas. “Isto está completamente além da compreensão humana. É puro satanismo; uma pessoa normal não precisa que isso seja explicado”, disse Lavrov.
Zakharova critica omissão diante de crimes atribuídos a elites globais
Antes das declarações do chanceler, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também havia se manifestado sobre o tema, acusando países ocidentais de ignorarem crimes graves quando envolvem figuras influentes.
Zakharova afirmou que episódios históricos e recentes não recebem investigações adequadas no Ocidente quando elites globais estão em jogo. “Do assassinato de Kennedy aos ataques ao Nord Stream, nada é investigado no Ocidente, assim como no caso Epstein, quando elites globais estão envolvidas”, declarou.
Ela ainda ironizou o fato de que, mesmo com supostas evidências registradas em imagens, não haveria avanços conclusivos. “É ridículo que agora seus crimes ou intenções criminosas sejam capturados em fotografias e vídeos. E, no entanto, 'nem tudo está claro'”, acrescentou.


