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Catar promete retaliação após ataques iranianos com mísseis e drones

Porta-voz afirma que mais de 100 mísseis atingiram o país e diz que suposta ofensiva contra infraestrutura civil “não pode ficar sem resposta”

Majid al-Ansari (Foto: Reprodução/CNN)

247 - O governo do Catar declarou que haverá consequências para os ataques lançados pelo Irã contra seu território, classificando a ofensiva como uma agressão direta à população e às estruturas estratégicas do país. A escalada eleva a tensão no Golfo e amplia a preocupação com a segurança energética global, já que o emirado é um dos maiores exportadores de gás do mundo.

As declarações foram feitas pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majid al-Ansari, em entrevista à CNN. Segundo ele, o país “reserva-se o direito de retaliar” contra o que descreveu como um “ataque flagrante” ao povo catariano. Al-Ansari enfatizou que as investidas iranianas “não podem ficar sem resposta” e que “um preço precisa ser pago”.

O porta-voz afirmou ainda que, neste momento, Doha não mantém diálogo com o governo iraniano. “Até este momento, não estamos nos envolvendo com o governo. Estamos ocupados, como você pode imaginar, defendendo nosso país”, declarou, ao destacar que a prioridade é garantir a segurança nacional e proteger infraestruturas consideradas vitais.

De acordo com al-Ansari, o Catar foi alvo de “mais de 100 mísseis e dezenas de drones”. Ele acrescentou que os ataques estavam “atingindo também infraestrutura civil e comercial”, indicando que alvos não militares teriam sido colocados em risco.

Ao ser questionado sobre possíveis impactos regionais, especialmente após a Arábia Saudita interceptar drones nas proximidades de uma refinaria de petróleo, o porta-voz afirmou que o Catar está “profundamente preocupado” com ataques a alvos não militares em diferentes pontos do Golfo. Segundo ele, as Forças Armadas catarianas adotaram medidas preventivas para resguardar instalações econômicas em terra e no mar.

Al-Ansari ressaltou ainda que líderes do Golfo mantêm coordenação estreita entre si e com os Estados Unidos diante do agravamento da situação. O cenário é considerado sensível devido à relevância estratégica do Catar no mercado global de gás natural e à importância das infraestruturas energéticas da região para o abastecimento internacional.

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