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China pede cessar-fogo imediato após ameaça de Trump de atacar o Irã com extrema força

Chancelaria chinesa alerta para riscos à economia global e à segurança energética

Mao Ning, porta-voz da Chancelaria chinesa (Foto: Ministério das Relações Exteriores da China)

247 - A China pediu nesta quinta-feira (2) o cessar-fogo imediato e negociações após a ameaça dos Estados Unidos de atacar o Irã com extrema força nas próximas semanas, em meio à escalada de tensões na guerra que já dura mais de um mês.

As declarações foram divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua e pela rede Al Jazeera, que relataram a posição oficial de Pequim diante do agravamento do cenário militar envolvendo Teerã e Washington.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (2), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que todas as partes envolvidas devem interromper imediatamente as operações militares e iniciar negociações de paz o mais rápido possível. O posicionamento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar atingir o Irã “com extrema força nas próximas duas a três semanas”.

Segundo Mao, a via militar não oferece solução duradoura para o conflito. “Os meios militares não podem resolver fundamentalmente o problema, e a escalada dos conflitos não está no interesse de nenhuma das partes”, declarou.

A porta-voz também destacou preocupações com a instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. 

Mao alertou ainda para os impactos mais amplos da crise, ressaltando que a continuidade do conflito pode gerar consequências significativas para a economia mundial e a segurança energética. Nesse contexto, defendeu que os países envolvidos adotem medidas urgentes para evitar uma deterioração ainda maior do cenário internacional.

A posição chinesa reforça a pressão diplomática por uma solução negociada, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e ao risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.

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