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Cresce a reprovação global a Netanyahu após crimes de guerra de Israel no Líbano

Ministério das Relações Exteriores do Brasil instou Israel “a suspender imediatamente suas ações e a retirar todas as suas forças do território libanês”

Benjamin Netanyahu e destroços em Beirute, Líbano (Foto: Reuters/mmar Awad | Reuters/Mohamed Azakir)

247 - A reprovação global a Netanyahu pelos crimes de guerra de Israel no Líbano aumentou após uma série de ataques que deixaram 182 mortos e 890 feridos, segundo a CNN, ampliando a pressão internacional e colocando em risco o já frágil cessar-fogo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Governos de todas as partes do mundo e organismos multilaterais reagiram à escalada militar com críticas contundentes e alertas sobre o impacto humanitário e os riscos à estabilidade regional.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil instou Israel “a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês”.

O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou os bombardeios como “indiscriminados” e afirmou que eles “representam uma ameaça direta à sustentabilidade do cessar-fogo”. A declaração reforça o clima de preocupação crescente entre lideranças internacionais.

No Reino Unido, a secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que os ataques são “profundamente prejudiciais” e defendeu a inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou duramente a atuação do governo israelense. Segundo ele, a conduta de Benjamin Netanyahu demonstra um “desprezo pela vida e pelo direito internacional” considerado “intolerável”, além de reforçar a necessidade de incluir o Líbano nas negociações de trégua.

A Itália também se posicionou de forma firme. O chanceler Antonio Tajani informou ter conversado com o presidente libanês, Joseph Aoun, para manifestar solidariedade diante dos “ataques injustificados e inaceitáveis”. Ele acrescentou que convocou o embaixador de Israel e declarou: “Queremos evitar que haja uma segunda Gaza”.

A embaixada italiana em Beirute destacou que “atingir áreas densamente povoadas e semear morte entre civis” viola “todos os princípios do direito internacional humanitário”.

No Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos reiteraram apoio ao governo libanês e defenderam a “unidade, soberania e integridade territorial do Líbano”, além de alertarem para a “escalada contínua” e seus efeitos sobre a segurança regional.

O Catar condenou os ataques, classificando-os como “hediondos”, e pediu à comunidade internacional que pressione Israel a “interromper seus massacres brutais”. Já a Turquia denunciou as ações “nos termos mais fortes” e acusou o governo Netanyahu de comprometer “os esforços internacionais voltados à paz e à estabilidade”.

O Paquistão, que participou da mediação do cessar-fogo, sustenta que o Líbano deveria estar incluído no acordo. Por outro lado, autoridades dos Estados Unidos e o governo israelense afirmam que a trégua não abrange operações contra o Hezbollah em território libanês.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também reagiu. O secretário-geral António Guterres condenou “de forma inequívoca” os ataques e pediu o fim imediato das hostilidades, alertando que elas “representam um grave risco para o cessar-fogo”.

Organizações humanitárias reforçaram o alerta sobre o impacto da ofensiva. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha declarou estar “indignado” com a destruição e o número de mortes em áreas densamente povoadas do Líbano.

O aumento das críticas internacionais evidencia o isolamento crescente do governo israelense diante da escalada no Líbano, enquanto cresce o temor de ampliação do conflito e de novos impactos humanitários na região.

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