'Dedo no gatilho': Irã reage a bloqueio no Estreito de Ormuz e alerta para resposta militar
País afirma estar pronto para agir enquanto navios atravessam o Estreito de Ormuz apesar de restrições
247 - O aumento da tensão no Golfo Pérsico ganhou novos contornos após o Irã afirmar que está preparado para responder a qualquer agressão, em meio à continuidade do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, mesmo diante do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.
De acordo com informações divulgadas pela Bloomberg e repercutidas pela RT Brasil, navios conseguiram atravessar a rota estratégica apesar das restrições, enquanto autoridades iranianas classificaram a ação de Washington como ilegal e reforçaram o alerta de reação militar.
Navios desafiam bloqueio no Estreito de Ormuz
Dados de rastreamento marítimo indicam que três embarcações entraram no Golfo Pérsico na quarta-feira (15), atravessando o Estreito de Ormuz, enquanto um petroleiro seguiu na direção oposta. Entre os navios está o G Summer, transportador de gás liquefeito de petróleo (GLP), sancionado pelos EUA por supostas ligações com o Irã.
A embarcação navegou entre as ilhas iranianas de Larak e Qeshm e tinha como destino o porto iraquiano de Khor Al Zubair. Outro navio sancionado, o superpetroleiro Hong Lu, percorreu rota semelhante, assim como o graneleiro Rosalina, que indicava transporte de alimentos para um porto iraniano.
Também foi registrado o deslocamento do navio-tanque Nobler, que deixou o Golfo Pérsico rumo ao Golfo de Omã, após permanecer semanas na região durante o período de conflito.
Apesar dessas travessias, autoridades norte-americanas afirmam que ao menos 13 embarcações foram obrigadas a recuar desde o início do bloqueio.
Irã critica ação dos EUA e eleva tom
O bloqueio marítimo foi iniciado pelos Estados Unidos na segunda-feira (13), com interceptações de navios em áreas próximas a portos iranianos. Teerã reagiu classificando a medida como “ilegal” e como “um ato de pirataria” em águas internacionais.
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, afirmou: "As Forças Armadas da República Islâmica do Irã declaram com clareza e determinação que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém".
Ele acrescentou que nenhum porto da região estará seguro caso os portos iranianos sejam ameaçados.
Alerta sobre possível escalada militar
O governo iraniano também advertiu que a presença de navios de guerra no Estreito de Ormuz, sob qualquer justificativa, será considerada uma violação do cessar-fogo estabelecido com os Estados Unidos.
Segundo as autoridades, qualquer ação considerada provocativa poderá desencadear uma resposta firme, reforçando o clima de instabilidade em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.


