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Deputado democrata pede saída de Hegseth após morte de soldados americanos

Parlamentar afirma que militares não estavam preparados para ataque com drone no Kuwait

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, discursa para oficiais militares em Quantico, no estado da Virginia - 30/09/2025 (Foto: Andrew Harnik/Pool via REUTERS)

247 - O deputado democrata Pat Ryan intensificou as críticas ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth, após a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait em um ataque com drone atribuído ao Irã. Segundo o parlamentar, as tropas foram enviadas a uma área considerada vulnerável, sem preparo adequado para enfrentar esse tipo de ameaça.

De acordo com informações divulgadas pela Al Jazeera, Ryan questionou diretamente Hegseth sobre a decisão de deslocar militares para o local, mesmo diante de possíveis alertas de inteligência sobre riscos elevados. O congressista cobrou explicações sobre a exposição dos soldados a um cenário considerado de alto perigo.

Durante o confronto, Ryan perguntou se havia dados de inteligência indicando que a base estava entre os principais alvos iranianos e se era incapaz de se defender contra ataques aéreos. “Ainda assim, você enviou nossos soldados do 103º Comando de Sustentação para lá. Isso é verdade ou falso?”, questionou.

Questionamentos sobre segurança e preparo das tropas

Hegseth respondeu afirmando que o Exército adotou medidas proativas para proteger as forças dos Estados Unidos e destacou que os militares mortos são lembrados diariamente. A resposta, no entanto, não foi suficiente para conter as críticas do parlamentar.

Ryan citou relatos de sobreviventes do ataque, divulgados pela CBS News, que afirmaram que os soldados não estavam preparados para se defender de um ataque com drone. Segundo o deputado, essas declarações indicam falhas graves na estratégia de segurança adotada pelo Pentágono.

Pressão política e pedido de renúncia

Além de questionar as decisões operacionais, Ryan acusou Hegseth de minimizar a gravidade do episódio. Para o congressista, a condução do caso demonstra falta de responsabilidade diante das perdas humanas.

Diante desse cenário, o deputado foi direto ao afirmar que o chefe do Pentágono deveria deixar o cargo. A cobrança amplia a pressão política sobre a liderança militar dos Estados Unidos, em meio a questionamentos sobre a segurança das tropas em áreas de risco no exterior.

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