EUA demitem chefe do Estado-Maior do Exército em meio à guerra com o Irã
Decisão do Pentágono ocorre após discurso de Trump sobre intensificação do conflito com o Irã e surpreende alta cúpula militar
247 - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determinou a saída imediata do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, além de outros dois generais, em meio à escalada da guerra com o Irã, decisão que gerou forte impacto na estrutura militar americana, informa a CNN Brasil.
A ordem de aposentadoria de George foi emitida na quinta-feira (2), conforme relatado por um oficial do Pentágono. Também foram afastados o chefe dos capelães, major-general William Green Jr., e o comandante do Comando de Transformação e Treinamento do Exército, general David Hodne. A medida ocorreu um dia após o pronunciamento do presidente Donald Trump, que sinalizou a intensificação dos ataques contra o Irã, após indicar anteriormente a possibilidade de encerrar o conflito em poucas semanas.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a decisão nas redes sociais, afirmando: “O general Randy A. George se aposentará de seu cargo como o 41º chefe do Estado-Maior do Exército, com efeito imediato. O Departamento de Guerra agradece as décadas de serviço do general George à nossa nação".
A demissão surpreendeu integrantes da alta cúpula do Exército. O anúncio foi considerado abrupto e inesperado. George teria sido informado por telefone pelo próprio Hegseth enquanto participava de uma reunião. Posteriormente, reuniu sua equipe para comunicar a decisão, e os integrantes teriam reagido de forma “muito estoica”.
Durante sua gestão, George manteve atuação próxima ao secretário do Exército, Dan Driscoll, figura influente junto à Casa Branca. No entanto, a relação entre Driscoll e Hegseth era marcada por tensões.
A saída repentina do general ocorre em um momento estratégico, com o Exército desempenhando papel central na mobilização de tropas e na oferta de sistemas de defesa aérea e antimísseis essenciais para as operações conjuntas dos Estados Unidos no conflito com o Irã.
George exercia função relevante de aconselhamento ao chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, e ao próprio secretário de Defesa. A decisão de sua remoção, segundo um oficial americano, gerou questionamentos internos. “Não me parece uma decisão muito bem pensada”, afirmou a fonte.


