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Orçamento dos EUA prevê US$ 1,5 trilhão para gastos militares em 2027

Valor representa um salto expressivo em relação ao orçamento de US$ 1 trilhão para 2026 e pode se tornar o maior aumento desde a Segunda Guerra Mundial

Pentágono (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)

247 - A Casa Branca encaminhou ao Congresso uma proposta de orçamento militar de US$ 1,5 trilhão para 2027, em meio à intensificação dos gastos dos Estados Unidos por causa da guerra com o Irã. O plano prevê uma expansão significativa das despesas de defesa, consolidando uma escalada de investimentos no setor militar diante do cenário de conflito internacional.

O pedido representa um salto expressivo em relação ao orçamento de US$ 1 trilhão previsto para 2026 e pode se tornar o maior aumento nos gastos militares do país desde a Segunda Guerra Mundial.

Caso seja aprovado, o orçamento de defesa passará a corresponder a cerca de 42% do total destinado ao Pentágono. A proposta foi enviada nesta sexta-feira (3) e ocorre em um momento de pressões adicionais sobre as finanças públicas americanas, impulsionadas pelas operações militares em curso contra o Irã.

O documento também indica uma reconfiguração das prioridades fiscais do governo, com redução de aproximadamente 10% nos gastos não militares, o equivalente a cerca de US$ 73 bilhões. O corte seria viabilizado por meio da diminuição ou eliminação de programas classificados como excessivamente onerosos.

A iniciativa ocorre paralelamente a mudanças internas no Departamento de Defesa. Na noite de quinta-feira, o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, foi afastado do cargo após solicitação do secretário de Defesa, Pete Hegseth. A decisão não teve justificativa oficial e integra um processo mais amplo de reestruturação das Forças Armadas, que inclui a saída de diversos oficiais de alta patente.

Mesmo sem a divulgação completa dos detalhes orçamentários, a proposta já sinaliza impacto relevante nas contas públicas. Analistas apontam que, se aprovada, a medida pode ampliar significativamente a dívida federal ao longo da próxima década.

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