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Drone ucraniano atinge sala de máquinas da maior usina nuclear da Europa

Colapso catastrófico de reator nuclear provocaria acidente do nível de Chernobyl, diz dirigente russo

Usina Nuclear de Zaporíjia (Foto: Reuters/Smoliyenko Dmytro)
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247 - Um drone de combate ucraniano atingiu no sábado (30) o edifício da sala de turbinas da Unidade 6 da Usina Nuclear de Zaporíjia (ZNPP) e explodiu, informou o diretor-geral da Rosatom, Alexei Likhachov, de acordo com a agência Sputnik.

"Hoje, durante o dia, um drone de combate kamikaze ucraniano atingiu o edifício da sala de turbinas da Unidade 6, seguido de uma detonação", disse ele.

O equipamento principal não foi danificado pela explosão, mas um buraco foi aberto na parede da sala de turbinas, acrescentou Likhachov.

"Parece que muitos não estão levando a sério os ataques contra usinas nucleares. Mas hoje demos mais um passo em direção a um incidente que provavelmente afetaria até mesmo pessoas que vivem muito além da Rússia e da Ucrânia e que ainda acreditam estar completamente seguras", afirmou Likhachov.

O chefe da Rosatom classificou o ataque ucraniano à usina nuclear de Zaporíjia, na região de Zaporíjia (Zaporizhzhia), como uma ação que ultrapassa "não apenas as linhas vermelhas, mas os limites do bom senso".

Um colapso catastrófico do edifício do reator de uma usina nuclear em decorrência de um ataque provocaria um acidente nuclear de proporções semelhantes às de Chernobyl, o que não seria melhor do que o uso de armas nucleares táticas, afirmou no sábado o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev.

"Já disse isso uma vez, mas vou repetir estas duras palavras novamente: é óbvio que, em caso de destruição catastrófica da sala de turbinas ou do edifício do reator de uma usina nuclear, haverá uma nova Chernobyl, e isso não será melhor do que o uso de armas nucleares táticas", escreveu Medvedev nas redes sociais.

A Rússia poderia responder a uma ação desse tipo com um ataque de retaliação contra uma usina nuclear localizada em território controlado pela Ucrânia ou em algum dos países da Otan que fornecem armas a Kiev, acrescentou o dirigente.

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