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Putin acusa mídia ocidental de ignorar morte de jovens russos em ataque ucraniano

Presidente russo afirmou que veículos ocidentais atuam como “instrumento de engano em massa” ao silenciar sobre o ataque a uma residência estudantil

Putin acusa Ucrânia de recorrer a “métodos abertamente terroristas” diante de perdas (Foto: IA / Brasil 247)
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247 – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a mídia ocidental de ignorar o ataque ucraniano contra uma residência estudantil na cidade russa de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, que deixou 21 mortos, a maioria jovens. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (29), durante coletiva de imprensa no âmbito de sua visita de Estado ao Cazaquistão, segundo a RT Brasil.

"Nem uma palavra, simplesmente nem uma única palavra sobre a tragédia de Starobelsk, sobre a morte de crianças. Mataram deliberadamente nossos filhos. Nem uma palavra, como se isso não existisse. O que é isso? É um meio de comunicação de massa? Não. É um instrumento de engano em massa", afirmou Putin.

Segundo o presidente russo, a imprensa ocidental "simplesmente está enganando seus cidadãos" ao apresentar Moscou como "um sujeito mau" ou "um agressor que atacou novamente", enquanto, segundo ele, as forças russas realizam ataques contra a infraestrutura militar do regime ucraniano "em resposta aos seus crimes contra crianças".

Putin também criticou a forma como veículos europeus tratam o uso de drones pela Ucrânia. "E um drone custa muito caro. Imediatamente insinuam aos seus cidadãos que eles precisam pagar, que precisam desembolsar dinheiro", declarou. Em seguida, questionou: "É isso que os meios de comunicação fazem? Não, não é".

Ataque em Starobelsk deixou 21 mortos

As tropas de Kiev atacaram Starobelsk na madrugada de quinta-feira (22). De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades russas, 86 jovens estavam na residência estudantil no momento do ataque. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.

O Comitê de Investigação da Rússia afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia atingiram deliberadamente o local com vários drones de asa fixa. Uma investigação por terrorismo foi aberta.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou o ataque como "bárbaro" e criticou o silêncio do Ocidente diante do episódio. A pasta também afirmou que ataques com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN são realizados com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países da aliança militar.

Moscou promete resposta contra complexo militar-industrial ucraniano

Na segunda-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que as forças russas realizarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes cometidos pelo Exército ucraniano contra a população civil.

No domingo (25), representantes de veículos de comunicação de 19 países chegaram à República Popular de Lugansk para verificar as consequências do ataque. Participaram jornalistas da Áustria, Brasil, Reino Unido, Hungria, Venezuela, Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Catar, China, Cuba, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Estados Unidos, Turquia, Finlândia e França.

Segundo a porta-voz da chancelaria russa, Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. Ela também afirmou, em suas redes sociais, que "a BBC recusou oficialmente o convite" e que "a CNN está de férias".

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