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'É hora de enfrentar o medo com mais democracia', diz presidente da Espanha

Presidente espanhol defende união global e ação coordenada contra a desigualdade, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia

Pedro Sánchez (Foto: REUTERS/Jack Taylor)

247 - O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que é necessário responder ao medo com mais democracia e à desigualdade com mais justiça, ao defender uma ação coordenada entre países durante reunião internacional em Barcelona. A declaração integra um discurso no qual o líder destacou a importância de fortalecer alianças e renovar as democracias para enfrentar os desafios contemporâneos.

A fala foi feita neste sábado (18), durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Defesa da democracia como resposta aos desafios atuais

Sánchez afirmou que os países participantes compartilham não apenas um diagnóstico comum, mas também uma visão conjunta sobre o papel da democracia. Segundo ele, o sistema democrático continua sendo o mais adequado para lidar com a complexidade das sociedades modernas e garantir progresso com justiça.

O presidente espanhol também ressaltou a necessidade de adaptação das instituições democráticas. Para ele, é fundamental que esses sistemas se renovem para responder de forma mais eficaz às demandas atuais.

União entre governos e ação coordenada

Durante o discurso, Sánchez destacou a importância da cooperação internacional. Ele deu as boas-vindas aos governos que participam pela primeira vez do encontro e agradeceu à presidente do México pela proposta de sediar a próxima cúpula em defesa da democracia, prevista para 2027.

O líder espanhol enfatizou que o momento exige mais do que compromissos formais. “Creio que é o momento de passar do compromisso, que todos temos, à ação coordenada, de reforçar esta aliança, de oferecer resultados e voltar a criar esperança em nossas sociedades”, afirmou.

Chamado à ação e fortalecimento da justiça social

Sánchez também defendeu que os países deixem de apenas observar os problemas e passem a agir de forma concreta. “Como dizia, de sair da janela para a rua e, portanto, não somente observar, mas atuar”, declarou.

Ao concluir, reforçou a necessidade de enfrentar desafios globais com medidas práticas: “Esse é o momento de fazer frente ao medo com mais democracia e à desigualdade com mais justiça”.

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