Elon Musk celebra sequestro de Maduro e parabeniza Trump
Bilionário afirma que captura do presidente venezuelano é “uma vitória para o mundo” e diz que ação envia recado “a ditadores malignos”
247 – O bilionário Elon Musk comemorou publicamente o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e parabenizou Donald Trump pela operação anunciada pelos Estados Unidos. Em uma mensagem curta e direta publicada em sua conta na rede X, Musk escreveu: “Parabéns, presidente Trump!”.
Na sequência, o empresário classificou a captura de Maduro como “uma vitória para o mundo” e afirmou que a ação serviria como um aviso global. “Isso é uma vitória para o mundo e uma mensagem clara para ditadores malignos em todos os lugares”, escreveu Musk, endossando a iniciativa e adotando o vocabulário de demonização que costuma acompanhar intervenções e mudanças de regime defendidas por setores da extrema direita internacional.
A manifestação de Musk ocorre em um contexto de escalada dramática na Venezuela, após a operação noturna anunciada por Trump, que declarou ter capturado Maduro e prometeu conduzir uma transição sob comando estadunidense, inclusive com possibilidade de envio de forças militares. A fala do bilionário não apenas legitima a agressão, como também reforça uma narrativa de “redenção” e “salvação” promovida por atores políticos e empresariais alinhados à estratégia de Washington.
Ao chamar o episódio de “vitória para o mundo”, Musk sinaliza apoio à ideia de que a força militar pode ser usada como instrumento para derrubar governos considerados hostis, abrindo espaço para um precedente que ameaça o direito internacional e a soberania dos países. A declaração também sugere uma convergência ideológica entre o magnata da tecnologia e o governo Trump, que busca apresentar a intervenção como uma ação moralmente justificada.
A celebração de Musk tende a repercutir internacionalmente por envolver uma das figuras mais influentes do planeta, com enorme alcance político e midiático. Ao alinhar-se de forma explícita à captura de Maduro, o empresário reforça o coro de autoridades e atores globais que tentam naturalizar o sequestro de um chefe de Estado como ferramenta legítima de política externa — um passo grave que intensifica a instabilidade e amplia o risco de conflito na região.



