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Em ação coordenada em 5 países, Lula critica omissão da ONU diante das guerras

Artigo de Lula é publicado simultaneamente em veículos de cinco países e critica inação da ONU diante de conflitos globais

Lula na ONU (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, na segunda-feira (30), um artigo de forma simultânea em importantes veículos de comunicação de cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, no qual cobra uma atuação mais efetiva do organismo internacional diante da escalada de guerras no mundo. A iniciativa, articulada em escala internacional, levou o texto a públicos diversos e com diferentes linhas editoriais, reforçando a dimensão política do gesto.

O artigo foi veiculado em jornais de grande influência global, como The Wall Street Journal (Estados Unidos), The Guardian (Reino Unido), Le Figaro (França), Kommersant (Rússia) e South China Morning Post (China), ampliando o alcance da mensagem do presidente brasileiro sobre a crise do sistema internacional.

No conteúdo, Lula atribui parte do agravamento dos conflitos armados à atuação — e, em muitos casos, à omissão — dos próprios membros permanentes do Conselho de Segurança. Ele critica especialmente o uso frequente do poder de veto, que, segundo o presidente, tem paralisado decisões e enfraquecido o direito internacional. “Usando o veto ora como escudo, ora como arma, os membros permanentes do órgão agem sem amparo na Carta da ONU. Jogam com o destino de milhões de pessoas, deixando um rastro de morte e destruição”, afirma.

O presidente também destaca fatores que, segundo ele, intensificam o cenário de instabilidade global, como a crescente corrida armamentista e o uso de tecnologias emergentes sem regulamentação adequada. Entre os exemplos citados, está a aplicação de inteligência artificial na seleção de alvos em conflitos, o que levanta preocupações éticas e de segurança.

Lula ainda chama atenção para os impactos econômicos e humanitários das guerras, que se espalham por diferentes regiões e afetam diretamente populações civis. Para ele, o enfraquecimento das normas internacionais amplia o risco de novas crises e torna o ambiente global mais imprevisível. “Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima. A violência não pode substituir a palavra, nem a força pode se sobrepor à diplomacia”, afirma.

Ao defender mudanças estruturais, o presidente reforça a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU, ampliando sua representatividade e capacidade de resposta. Segundo Lula, o fortalecimento do multilateralismo e o retorno da diplomacia como eixo central das relações internacionais são fundamentais para conter a escalada de conflitos e promover soluções negociadas.

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