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Embaixada dos EUA pede saída imediata de americanos do Iraque após escalada de ameaças

Alerta cita risco de ataques ligados ao Irã, com possíveis alvos em cidades como Bagdá e região do Curdistão

Raios de luz iluminam o céu durante uma tentativa de interceptação, em meio ao conflito EUA-Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, 28 de março de 2026. (Foto: REUTERS/Amir Cohen)

247 - A Embaixada dos Estados Unidos no Iraque orientou, neste domingo (29), que cidadãos americanos deixem o país “imediatamente”, em meio à crescente tensão no Oriente Médio.

Segundo o alerta de segurança, “os cidadãos americanos devem deixar o Iraque imediatamente”, diante de ameaças atribuídas ao Irã e a grupos armados aliados que podem atingir interesses ligados a Washington na região.

O comunicado destaca que o Irã teria ameaçado especificamente instituições americanas no Oriente Médio.

A embaixada afirma que tanto o Irã quanto grupos alinhados “representam uma ameaça crescente à segurança pública” e têm promovido ataques contra cidadãos, infraestruturas e interesses americanos em diversas áreas do Iraque, incluindo a região do Curdistão.

O alerta aponta um “risco elevado” relacionado ao uso de mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo do país.

Diante desse cenário, a embaixada reiterou a recomendação máxima de “não viajar” ao Iraque e reforçou o pedido para que os cidadãos deixem o país o mais rápido possível. “Aqueles que decidirem permanecer o fazem sob um risco significativo”, diz o comunicado, que também critica o fato de que “o governo iraquiano não impediu os ataques terroristas contra os Estados Unidos e países da região a partir do território iraquiano”.

Apesar de continuar em funcionamento, a missão diplomática orienta que cidadãos não se dirijam à embaixada em Bagdá nem ao consulado em Erbil, devido aos riscos de segurança. O comunicado informa ainda que o espaço aéreo iraquiano permanece fechado, sem voos comerciais disponíveis.

A recomendação é que os americanos utilizem rotas terrestres para países vizinhos, como Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia, embora haja possibilidade de atrasos e restrições.

A embaixada também orienta que cidadãos se mantenham informados, evitem aglomerações e locais sensíveis, e tenham suprimentos básicos diante da possibilidade de agravamento da situação de segurança.

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