EUA confirmam três mortes após ataque do Irã ao porta-aviões USS Abraham Lincoln
Irã lança mísseis contra porta-aviões no Golfo Pérsico e amplia confronto com EUA e Israel, que relatam primeiras baixas desde início da ofensiva
247 - O Pentágono informou que três militares norte-americanos morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos após um ataque iraniano contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles, atribuindo a informação a comunicado do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Segundo o governo norte-americano, essas são as primeiras mortes registradas desde o início da nova escalada militar, desencadeada após ações dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Além dos cinco soldados em estado grave, outros militares sofreram ferimentos leves provocados por estilhaços e concussões, mas já iniciaram o processo de retorno às atividades.
De acordo com autoridades iranianas, quatro mísseis foram lançados contra o USS Abraham Lincoln, um dos 11 porta-aviões da frota dos Estados Unidos. O Exército dos EUA, no entanto, afirmou que os projéteis “não chegaram nem perto” da embarcação.
No mesmo contexto, o governo do Irã declarou ter atingido dois petroleiros que transitavam pelo estratégico Estreito de Hormuz. Já os Estados Unidos afirmaram ter afundado um navio iraniano durante as operações.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou, por meio da agência de notícias Tasnim, que os ataques retaliatórios contra bases norte-americanas no Oriente Médio provocaram 200 baixas entre mortos e feridos. “Como resultado de ataques com mísseis contra bases americanas, pelo menos 200 militares dos EUA foram mortos e feridos”, informou o comunicado citado pela agência.
Ao comentar a ofensiva, o general da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Jabbari, fez um alerta direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a República Islâmica possui “capacidades avançadas” e está preparada para um conflito prolongado.
“No início da guerra, atacaremos tudo o que temos em nossos estoques”, declarou Jabbari, acrescentando que os iranianos pretendem lançar “os mísseis mais poderosos posteriormente”. Em seguida, afirmou: “O que não mostramos até agora, e o que, como dizemos nós iranianos, ‘deixamos repousar na salmoura’, revelaremos nos próximos dias”.
Os ataques iranianos tiveram como alvo diversas instalações militares dos Estados Unidos na região, incluindo o centro de apoio da Quinta Frota no Bahrein, uma base no Curdistão iraquiano, a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, a Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, a Base Aérea de Muwaffaq Al Salti, na Jordânia, e a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.
Veículos de imprensa israelenses também relataram que cerca de 35 mísseis foram lançados contra Israel, deixando ao menos uma pessoa supostamente ferida.
A atual escalada ocorre após Israel, com apoio dos Estados Unidos, lançar uma operação descrita como preventiva contra alvos militares e nucleares iranianos na madrugada de sábado. Segundo autoridades israelenses, a ofensiva teve como objetivo neutralizar ameaças atribuídas à República Islâmica na região.
O presidente Donald Trump confirmou posteriormente que a Casa Branca apoiou Jerusalém Ocidental na realização dos ataques, citando o fracasso da diplomacia nuclear como um dos fatores determinantes para a ação.
Esta é a segunda grande campanha militar de Israel contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, durante um conflito que durou 12 dias, as Forças de Defesa de Israel, em cooperação com militares norte-americanos, realizaram bombardeios contra instalações militares e nucleares iranianas, resultando na morte de altos comandantes, integrantes do governo e cientistas ligados ao programa nuclear do país.


