EUA suspendem ofensiva migratória em Minneapolis após assassinatos cometidos pelo ICE e pressão popular
Enviado de Trump, Tom Homan, anuncia recuo após mortes de cidadãos estadunidenses provocarem protestos massivos na cidade
247 - O governo dos Estados Unidos suspendeu a campanha violenta de "fiscalização imigratória" em Minneapolis, conforme o anúncio do enviado do presidente Donald Trump, Tom Homan, nesta quinta-feira (12). A decisão ocorre após os protestos desencadeados pelo assassinato de dois cidadãos estadunidenses por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no município. As informações são da RFI.
Homan informou que permanecerá na cidade "por mais algum tempo" para acompanhar o encerramento das atividades e a transição operacional. Desde dezembro, agentes de imigração foram mobilizados na cidade do Meio-Oeste dos Estados Unidos. As ações abusivas e agressivas do ICE impactaram o cotidiano local, com moradores permanecendo em casa por medo de detenções, enquanto milhares de pessoas mantiveram protestos mesmo sob temperaturas baixas.
Assassinatos e retirada gradual dos agentes federais
A mobilização popular aumentou após dois assassinatos ocorridos durante operações do ICE em menos de três semanas. Renee Good, mãe de 37 anos, morreu após ser baleada, e Alex Pretti, enfermeiro da mesma idade, morreu após ser alvejado pelo ICE. O clima de luto e revolta segue na cidade, que realizou recentemente uma vigília em homenagem às vítimas.
Uma semana antes do anúncio do encerramento, Homan havia informado a retirada imediata de 700 agentes de imigração da cidade. Segundo ele, um número reduzido de funcionários permanecerá para finalizar os trabalhos e transferir o comando ao escritório local. O enviado do governo federal também afirmou que a operação deteve cerca de 4.000 imigrantes.
