Exército de Israel sequestra ativistas da Flotilha Sumud em águas internacionais
Relato aponta falta de comunicação após ação em águas internacionais e mobiliza denúncias sobre missão humanitária rumo a Gaza
247 - A interceptação da Flotilha Sumud por forças israelenses em águas internacionais gerou denúncias de violação do direito internacional e mobilizou pedidos de esclarecimento sobre o destino dos ativistas. A embarcação transportava ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza quando foi abordada, segundo relato divulgado nas redes sociais.
De acordo com mensagem publicada por Lara Souza, esposa do ativista Thiago Ávila, no perfil do próprio ativista no Instagram, ele estava em águas internacionais quando foi detido. A informação também foi repercutida pelo site Esquerda Diário, que relatou a presença de brasileiros entre os integrantes da flotilha.
Relato denuncia interceptação em alto-mar
Na publicação, Lara afirma que a embarcação estava distante do território israelense no momento da abordagem. “Thiago estava em águas internacionais, a bordo de uma embarcação que levava ajuda humanitária para Gaza, quando foi sequestrado pelas forças de ocupação sionistas”, declarou.
Ela também criticou a ação das autoridades israelenses. “Israel viola o direito internacional ao impedir o livre fluxo de ajuda humanitária e ao prender seus participantes”, disse.
Segundo o relato, o barco estaria a cerca de 500 milhas náuticas de Israel, o que corresponderia a mais de 12 dias de viagem sem aproximação do território israelense. Ainda de acordo com a mensagem, a flotilha não tinha intenção de entrar em Israel, mas sim de alcançar Gaza.
Falta de informações preocupa familiares
A esposa do ativista afirmou que não há informações sobre o paradeiro dos detidos. “Não temos nenhuma notícia de para onde Thiago e os outros ativistas serão levados”, afirmou.
Ela também destacou a ausência de comunicação. “Não temos nenhuma forma de comunicação, nenhuma forma de saber se eles estão bem e o que vai acontecer com eles agora”, declarou.
Diante da situação, Lara pediu mobilização pública. “Peço a todos que se mobilizem, participem de manifestações, pressionem o governo e exijam que Thiago e os outros ativistas possam voltar para casa em segurança”, disse.
Ativistas brasileiros entre os detidos
O caso envolve integrantes de diferentes países, incluindo brasileiros. O site Esquerda Diário informou que entre os detidos está o petroleiro e dirigente do Sindipetro-RJ Leandro Lanfredi.
Na mensagem, Lara também defendeu a legitimidade da iniciativa. “As flotilhas são ações legítimas e não violentas. Precisamos exigir que o governo israelense sofra as consequências por essa violação”, afirmou.
A situação segue sem esclarecimentos oficiais sobre o destino dos ativistas e sobre eventuais medidas que serão adotadas pelas autoridades envolvidas.


