EUA pressionam aliados para reabrir Estreito de Ormuz
Fechamento do estreito interrompe 20% do petróleo global e eleva temores de recessão
247 - Os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre aliados para formar uma coalizão internacional capaz de reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo, enquanto os preços da commodity atingem níveis recordes e elevam o risco de recessão global.
As informações foram divulgadas pela agência Reuters, que teve acesso a uma mensagem do Departamento de Estado norte-americano detalhando a proposta de articulação internacional em meio à escalada do conflito com o Irã.
Petróleo dispara e amplia tensão econômica
Com o bloqueio da via marítima, iniciado após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o mercado global de energia foi profundamente impactado. O barril do petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 125, atingindo o maior nível desde março de 2022.
Desde o início do ano, os preços mais que dobraram, pressionando a inflação e elevando os custos de combustíveis em diversos países. Investidores demonstram crescente preocupação com a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento global.
Impasse diplomático e ameaça de novos ataques
As negociações para encerrar o conflito permanecem travadas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve receber um briefing sobre possíveis novos ataques militares ao Irã, segundo reportagem da Axios citada pela Reuters.
Em meio à escalada, Trump voltou a pressionar Teerã por um acordo nuclear. Em uma rede social, afirmou: “Eles não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor ficarem espertos logo!”.
Do lado iraniano, o governo indicou que continuará bloqueando o tráfego no estreito enquanto se sentir ameaçado. Autoridades também alertaram para possíveis ações militares sem precedentes caso o bloqueio norte-americano persista.
Coalizão internacional enfrenta resistência
A proposta dos Estados Unidos, chamada de “Maritime Freedom Construct”, prevê compartilhamento de informações, coordenação diplomática e reforço na aplicação de sanções.
Apesar disso, países como França e Reino Unido já sinalizaram que só considerariam apoiar a reabertura da rota após o fim das hostilidades.


