Flotilha Sumud denuncia agressão de Israel e pede ação urgente de governos
Embarcação com mais de 400 civis desarmados foi cercada e abordada sob ameaça de armas a centenas de quilômetros da costa israelense
247 - A Flotilha Global Sumud, que transporta mais de 400 civis desarmados em uma missão humanitária rumo à Palestina, foi alvo de uma agressão direta por forças israelenses em alto-mar, a centenas de quilômetros da costa de Israel. Em entrevista à Al Jazeera, o porta-voz da flotilha, Gur Tsabar, classificou a operação como ilegal sob o direito internacional e pediu que governos de todo o mundo ajam imediatamente para proteger os ativistas.
“As embarcações foram cercadas e estão sendo ameaçadas sob a mira de armas. Trata-se de um ataque a barcos civis desarmados em águas internacionais, a centenas de milhas de Israel”, declarou Tsabar, que falou à emissora de Toronto, no Canadá.
Segundo o porta-voz, as forças israelenses abordaram os barcos sem qualquer jurisdição legal na região. “Israel não tem jurisdição nessas águas. Abordar essas embarcações equivale a uma detenção ilegal – potencialmente sequestro em alto-mar”, afirmou Tsabar, que destacou o caráter arbitrário da investida militar.
A Flotilha Sumud – cujo nome remete ao conceito palestino de resistência firme e permanência na terra – busca romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária. Em edições anteriores, iniciativas semelhantes já foram interceptadas com violência, incluindo o ataque à Flotilha da Liberdade em 2010, que resultou na morte de dez ativistas turcos.
Tsabar foi enfático ao cobrar posicionamento da comunidade internacional: “É fundamental que todos os governos ajam agora. Cada governo tem a obrigação de proteger os mais de 400 civis a bordo e defender o direito internacional. Silêncio neste momento é cumplicidade absoluta.”
Até o momento da publicação, o governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. Em operações anteriores, as autoridades alegaram que tais flotilhas violam o bloqueio naval imposto a Gaza, justificativa rejeitada por especialistas em direito internacional, que apontam a ilegalidade de ações militares em águas internacionais contra alvos civis.
Organizações de direitos humanos monitoram a situação com alerta, e há relatos de que os ativistas permanecem sob coação e sem acesso a representação legal. A Flotilha Sumud convoca uma resposta internacional imediata, antes que a situação escale para uma tragédia anunciada.


