Família de atirador alertou polícia sobre manifesto contra Trump
Aviso ocorreu minutos antes de ataque em jantar com Donald Trump, onde suspeito expressou críticas ao governo e pediu perdão
247 - Familiares do homem suspeito de abrir fogo durante um jantar com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertaram a polícia pouco antes do início do ataque, em Washington, na noite de sábado (25). O aviso ocorreu após o envio de um manifesto no qual o autor expressava críticas ao governo e pedia perdão, antecipando a ação violenta que ocorreria no evento.
De acordo com informações divulgadas pela NBC, o engenheiro Cole Tomas Allen, de 31 anos, enviou o documento por e-mail aos familiares. Já o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista à Fox News neste domingo, que o texto continha expressões de “ódio por cristãos” e classificou o conteúdo como um “manifesto”.
O ataque aconteceu durante o tradicional jantar com correspondentes da Casa Branca, realizado no hotel Hilton, na capital norte-americana. O suspeito foi rapidamente detido por agentes de segurança presentes no local, e não conseguiu avançar com a tentativa de invasão.
Segundo informações preliminares, Allen atuava como professor em Torrance, na Califórnia, e teria viajado até Washington com o objetivo de executar o ataque. O chefe do Departamento de Justiça, Todd Blanche, afirmou que o trajeto do suspeito incluiu uma viagem de trem de Los Angeles a Chicago, seguida de deslocamento até Washington D.C., onde ele se hospedou no mesmo hotel do evento.
As autoridades indicaram que as duas armas de fogo utilizadas foram adquiridas nos últimos dois anos. Ainda segundo Blanche, o plano do atirador incluía, além do presidente, outros integrantes do governo Trump como possíveis alvos.
Após o incidente, Trump declarou na Casa Branca que o suspeito é uma “pessoa doente” e avaliou que ele teria agido sozinho. “Um lobo solitário”, descreveu o presidente dos Estados Unidos.



