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Hamas cobra medidas do Conselho de Paz para conter ações agressivas de Israel em Gaza

Movimento palestino pede fim do cerco, abertura de fronteiras e interrupção de ataques israelenses

Hamas cobra medidas do Conselho de Paz para conter ações agressivas de Israel em Gaza (Foto: Reuters)

247 - O movimento de resistência palestino Hamás pediu nesta terça-feira (17) que o chamado Conselho de Paz adote medidas concretas para conter as ações militares de Israel na Faixa de Gaza, incluindo a suspensão do cerco imposto ao território e a abertura das passagens de fronteira. 

O Hamas também alertou que a iniciativa pode ser usada como justificativa para prolongar o conflito e bloquear a reconstrução do enclave palestino.Segundo a Telesur, o Hamás solicitou que o Conselho implemente princípios anunciados pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU como forma de avançar em um caminho de paz para Gaza.

De acordo com o movimento, as medidas deveriam incluir o fim das violações israelenses contra a população palestina e a facilitação da entrada do Comitê Nacional Independente no território para iniciar suas atividades. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que a situação humanitária segue crítica e que as mortes continuam mesmo diante de acordos internacionais.

“Instamos o Conselho a tomar medidas sérias e eficazes para pôr fim às violações da ocupação; a guerra continua, e as mortes e a fome não cessaram”, declarou Hazem Qassem.

Além de exigir o fim das operações militares, o Hamas reiterou a necessidade de medidas urgentes para aliviar o bloqueio imposto à população civil. Entre as reivindicações citadas estão o “levantamento do cerco” à cidade costeira de Gaza, a “abertura das passagens de fronteira” e o encerramento dos ataques contra viajantes palestinos.

O movimento de resistência também manifestou preocupação de que Israel utilize o Conselho de Paz como instrumento político para manter o controle militar sobre o território. Segundo a Telesur, o Hamas alertou para a possibilidade de as forças israelenses usarem a iniciativa como pretexto para “continuar a guerra em Gaza e impedir a reconstrução” da região.

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