Irã afirma ter realizado 80ª ofensiva contra EUA e Israel no Oriente Médio
Escalada militar chega ao 26º dia com intensificação de ataques, mortes de lideranças e impasse nas negociações internacionais
247 - O conflito no Oriente Médio atingiu seu 26º dia com nova escalada militar após o Irã declarar ter lançado a 80ª onda de ataques contra alvos dos Estados Unidos e de Israel, em meio a um cenário de crescente tensão regional e destruição de infraestrutura. A ofensiva ocorre após sucessivos confrontos iniciados com um ataque considerado “preventivo” por Israel, seguido por ações militares norte-americanas contra o território iraniano, conforme informações da Sputnik Brasil.
O cenário de guerra se agravou desde o final de fevereiro, quando Israel anunciou estado de emergência após a ofensiva inicial contra o Irã. Em resposta, Teerã intensificou suas ações militares, classificadas por autoridades iranianas como a “ofensiva mais feroz” da história do país contra forças americanas e israelenses.
O conflito também resultou na morte de figuras centrais da liderança iraniana. O primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Mokhber, afirmou que o líder supremo aiatolá Ali Khamenei foi morto em 1º de março de 2026, após ataques conduzidos por EUA e Israel. Além disso, foram confirmadas as mortes de Ali Shamkhani, secretário do Conselho de Defesa Nacional, e do general Mohammad Pakpour, comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC).
De acordo com a agência Fars, familiares próximos de Khamenei — incluindo filha, genro, neta e nora — também morreram em decorrência dos bombardeios. O IRGC declarou, posteriormente, o início de uma campanha militar ampliada contra os adversários, intensificando o ciclo de retaliações na região.
No campo diplomático, a possibilidade de negociações permanece incerta. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que eventuais conversas deverão ir além do programa nuclear iraniano, incluindo temas como mísseis, grupos aliados e garantias de segurança. Ele destacou que as três semanas de guerra já causaram impactos significativos na infraestrutura iraniana, o que pode tornar futuras negociações mais objetivas.
Ainda assim, autoridades iranianas condicionam qualquer diálogo à interrupção das ações militares dos Estados Unidos. O porta-voz do quartel-general central das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, foi categórico ao rejeitar acordos sob as atuais circunstâncias.
"Enquanto não for essa a nossa vontade, nada voltará ao normal. Essa vontade surgirá quando a ideia de ações contra o povo iraniano for completamente eliminada de suas mentes sujas. Desde o primeiro dia, nossa primeira e última palavra foi, é e será esta: pessoas como nós nunca farão acordos com pessoas como vocês. Nem agora, nem nunca mais", afirmou.
Imagens recentes divulgadas indicam que ataques com drones FPV atingiram alvos estratégicos na base Victory, no aeroporto de Bagdá, incluindo um radar Sentinel e um helicóptero UH-60. As ações expõem fragilidades na defesa antiaérea de uma das principais instalações militares dos Estados Unidos na região, evidenciando o alcance e a intensidade da ofensiva iraniana.
O cenário permanece marcado por incertezas, com sucessivas ofensivas militares e poucas perspectivas imediatas de cessar-fogo ou avanço diplomático.


