Irã autoriza passagem de 31 navios pelo estreito de Ormuz
Guarda Revolucionária informou que petroleiros e porta-contêineres cruzaram a rota estratégica sem incidentes
247 - A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que 31 embarcações comerciais atravessaram o estreito de Ormuz sem incidentes nas últimas 24 horas, incluindo petroleiros, navios porta-contêineres e outras embarcações de carga.
Segundo informações da rede HispanTV, o tráfego ocorreu sob coordenação e proteção de segurança da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Um comunicado divulgado pelo Gabinete de Relações Públicas da Força Naval da Guarda Revolucionária, informa que o Irã buscou manter uma rota segura e organizada para a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo. A HispanTV reportou que a medida ocorre em meio ao aumento das tensões no Golfo Pérsico e à adoção de controles mais rigorosos por Teerã sobre o tráfego na região.
De acordo com a nota iraniana, a Marinha da Guarda Revolucionária atuou para garantir a continuidade do comércio marítimo apesar do cenário de instabilidade no Golfo Pérsico, especialmente no estreito de Ormuz. O comunicado atribuiu a insegurança regional à ação militar dos Estados Unidos e afirmou que Teerã trabalha para preservar a navegação comercial no corredor.
A autoridade iraniana responsável pelo controle do estreito estabeleceu uma zona de gestão e monitoramento para a via marítima. Na prática, o trânsito de embarcações pelo corredor passou a depender de coordenação e autorização prévia das autoridades iranianas.
A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, conhecida pela sigla PGSA, detalhou os limites da área monitorada em publicação em sua conta oficial no Twitter. Segundo o órgão, a zona corresponde a “a linha que liga o Monte Mubarak, no Irã, ao sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, no lado leste do estreito, estendendo-se até a linha que liga a ponta da Ilha de Qeshm, no Irã, a Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, no lado oeste do estreito”.
A criação desse mecanismo de gestão representa uma tentativa de Teerã de institucionalizar o controle sobre o trânsito marítimo em Ormuz. O estreito é considerado um ponto sensível para o transporte internacional de energia e mercadorias, por conectar o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e às principais rotas marítimas globais.
Antes do novo balanço, a Força Naval da Guarda Revolucionária já havia informado que 30 navios, em sua maioria chineses, tinham cruzado o estreito de Ormuz. A própria HispanTV havia noticiado, em 15 de maio de 2026, a passagem desses 30 navios pela região sob supervisão iraniana. .
Teerã passou a aplicar controles mais rígidos depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 13 de abril de 2026 a continuidade de um bloqueio naval contra navios e portos iranianos. A medida ampliou a tensão em torno do tráfego marítimo no estreito de Ormuz e aumentou a pressão sobre as rotas comerciais que atravessam o Golfo Pérsico. .
Nesse contexto, o Irã apresentou a PGSA como um novo instrumento institucional para regular, autorizar e acompanhar o deslocamento de embarcações no estreito. A iniciativa busca centralizar as regras de passagem e reforçar o monitoramento do corredor marítimo, em meio à disputa regional envolvendo Teerã e Washington.
O governo iraniano também desenvolve com Omã um novo mecanismo de trânsito para o estreito de Ormuz. A proposta faz parte dos esforços de coordenação regional para administrar a navegação em uma área considerada essencial para o comércio internacional e particularmente sensível em momentos de escalada militar.



