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Irã denuncia violação do cessar-fogo pelos EUA

Teerã acusa forças estadunidenses de bombardear regiões próximas ao Estreito de Ormuz e afirma que responderá "sem hesitação" a novas agressões

Navios e embarcações no Estreito de Ormuz, em Musandam, Omã, em 22 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Stringer)

247 - O governo do Irã acusou nesta quinta-feira (7) os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo firmado entre os dois países após novos confrontos registrados na região do Estreito de Ormuz. Segundo o porta-voz do Quartel-General Central do país persa, Ebrahim Zolfaghari, forças estadunidenses atacaram dois navios iranianos e bombardearam áreas civis próximas a portos estratégicos do país. As informações são da RT Brasil.

Em comunicado reproduzido pela imprensa iraniana, Zolfaghari afirmou que "o exército invasor, terrorista e bandido dos EUA" atingiu um petroleiro iraniano que navegava nas proximidades de Jask em direção ao Estreito de Ormuz. O porta-voz também declarou que outra embarcação foi atacada perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Ainda de acordo com o representante iraniano, os bombardeios atingiram "áreas civis nas proximidades dos portos de Khamir, Sirik e da Ilha de Qeshm, em colaboração com alguns países da região". O comunicado acrescenta que "os Estados Unidos, criminosos e agressores, e os países que os apoiam devem saber que a República Islâmica do Irã, como no passado, responderá com força e sem a menor hesitação a qualquer agressão e ataque".

Tensões persistem após acordo

Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo no dia 7 de abril, após mais de um mês de confrontos. Apesar do acordo, as tensões permaneceram em meio ao impasse nas negociações de paz, à troca de acusações e ao bloqueio naval mútuo de embarcações mercantes entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico.

O processo de negociação entre Teerã e Washington segue indefinido após a segunda rodada de conversas entre representantes dos dois países, em Islamabad, ter sido cancelada duas vezes. O governo iraniano declarou ainda que não aceitará "ameaças ou pressões", mas afirmou permanecer preparado para reagir a futuras agressões militares.

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