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Irã diz estar pronto para encerrar conflito se cessarem ataques militares

Presidente iraniano afirma que país pode pôr fim à guerra caso receba garantias contra novas agressões

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, durante entrevista coletiva em Teerã 19/02/2025 (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 - O Irã declarou estar disposto a encerrar a guerra em curso caso haja garantias concretas de que novos ataques externos não ocorrerão.

A posição foi apresentada pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em conversa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, informa a Telesur.

Segundo Pezeshkian, Teerã não tem interesse em prolongar o confronto e condiciona o fim das hostilidades à garantia de que novas ofensivas não serão realizadas. “Nunca buscamos tensão ou guerra em nenhum momento, e temos a determinação necessária para pôr fim a esta guerra se as condições exigidas forem atendidas, especialmente as garantias necessárias para evitar a repetição da agressão”, afirmou.

O presidente iraniano também destacou que o país não busca violar a soberania de nações vizinhas, ressaltando que suas ações militares tiveram como alvo bases dos Estados Unidos localizadas nesses territórios. Ele acrescentou que essas estruturas são utilizadas para espionagem e ataques militares na região. Ao mesmo tempo, criticou governos locais por não impedirem o uso de seus territórios contra o Irã. “Essas nações não cumpriram sua responsabilidade internacional de impedir o uso de seu território para ataques contra o Irã”, declarou.

A guerra, segundo autoridades iranianas, já resultou na morte de mais de 1.500 pessoas no país e em danos materiais significativos. Em resposta, Teerã lançou mais de 80 ondas de ataques classificados como defensivos, direcionados a alvos militares e estratégicos ligados aos seus adversários no Oriente Médio. 

Pezeshkian também criticou a União Europeia por não adotar uma postura mais ativa diante da situação. Para o presidente, o bloco deveria rever sua atuação com base no direito internacional. “Em vez de adotar uma abordagem destrutiva contra o Irã, a UE deveria ajustar suas políticas e posições com base no direito internacional e de acordo com as normas de interação construtiva e profissional com outras partes”, afirmou.

Ele ainda classificou as ações dos Estados Unidos e de Israel como uma violação direta das normas internacionais. Segundo o presidente iraniano, os ataques representam um desrespeito aos princípios que a própria União Europeia afirma defender.

Por sua vez, António Costa declarou que os países europeus rejeitam a agressão contra o Irã e a consideram uma violação das leis internacionais. O dirigente também enfatizou a necessidade de encerrar o confronto e alertou para os impactos políticos e econômicos negativos da escalada de tensões na região.

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