HOME > Mundo

Irã exige garantias de fim de ataques para aceitar mediação

Porta-voz do governo iraniano afirma que qualquer negociação precisa incluir cessar-fogo completo e compromisso de que ofensivas não voltarão a ocorrer

Ilustração mostra as bandeiras do Irã e dos EUA 27/01/2022 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa)

247 - O governo do Irã afirmou que só aceitará processos de mediação internacional se houver garantias claras de que novos ataques não voltarão a ocorrer. A exigência foi apresentada pela porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, ao comentar as condições consideradas necessárias por Teerã para avançar em iniciativas diplomáticas destinadas a interromper a guerra.

Segundo informações divulgadas pela emissora Al Jazeera, Mohajerani declarou que qualquer tentativa de mediação precisa ir além de um cessar-fogo temporário e incluir compromissos firmes de interrupção completa das hostilidades.

De acordo com a porta-voz, a expectativa do governo iraniano é que eventuais negociações resultem não apenas na suspensão imediata das ofensivas, mas também em garantias concretas de que os ataques não se repetirão no futuro. A posição reflete, segundo ela, uma demanda expressa pela população iraniana.

Mohajerani afirmou que qualquer acordo precisa assegurar a interrupção total das ações militares. “Esta é uma questão seriamente exigida pelo nosso povo hoje e eles precisam dessa garantia. Nós não começamos a guerra, mas iremos terminá-la”, declarou, em fala reproduzida pela agência semi-oficial Tasnim.

A declaração reforça a linha adotada por Teerã de condicionar avanços diplomáticos à obtenção de garantias políticas e de segurança. O governo iraniano sustenta que um simples cessar-fogo não seria suficiente para assegurar estabilidade, defendendo que qualquer mediação internacional precisa incluir compromissos duradouros que impeçam a retomada das hostilidades.

A posição exposta pela porta-voz evidencia a cautela do Irã diante de propostas de negociação, ao mesmo tempo em que sinaliza que o país considera indispensável um mecanismo que garanta o fim definitivo dos ataques antes de aceitar iniciativas de mediação.

Artigos Relacionados