Irã nega relatos sobre sentença de morte a participante de protestos
Informação original veio de organizações de direitos humanos e diversos meios de comunicação
247 - As autoridades judiciais do Irã negaram relatos sobre uma suposta condenação à pena de morte de Erfan Soltani, participante das recentes manifestações de grande escala no país, informou nesta quinta-feira (15) a emissora estatal IRIB.
Segundo a reportagem, Soltani foi preso em 10 de janeiro durante os protestos e acusado de participar de uma conspiração contra a segurança interna do país e de difundir propaganda antigovernamental. A punição prevista para esse tipo de crime é a prisão, e não a pena de morte, afirmou a IRIB. Soltani está atualmente detido na prisão central de Karaj, nos arredores de Teerã.
Os protestos eclodiram no Irã no fim de dezembro de 2025, em meio a preocupações com o aumento da inflação provocado pelo enfraquecimento da moeda local, o rial iraniano. Desde 8 de janeiro, após apelos de Reza Pahlavi, filho do xá do Irã deposto em 1979, as marchas de protesto se intensificaram no país. No mesmo dia, o acesso à internet foi bloqueado. Em várias cidades iranianas, as manifestações se transformaram em confrontos com a polícia, enquanto manifestantes entoavam slogans críticos ao governo. Houve relatos de vítimas entre as forças de segurança e os protestantes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o país com um ataque poderoso caso manifestantes fossem mortos, prometendo apoio ao povo iraniano, se necessário. (Com informações da Sputnik).


