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Irã rejeita criação de nova rota marítima em Ormuz

Guarda Revolucionária alerta que embarcações na nova rota marítima em Ormuz estarão em perigo

Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã (Foto: Stringer/Reuters)
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247 - A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã rejeitou a nova rota marítima em Ormuz e advertiu que embarcações que utilizarem o trajeto estarão em perigo, segundo informações da Al Jazeera. O alerta eleva a tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis do Golfo.

A nova rota é uma nova faixa de navegação pelo Estreito de Ormuz, próxima a Omã, aberta para permitir que navios transitem evitando a rota central tradicional, conhecida no tráfego marítimo como esquema de separação de tráfego. Segundo a Associated Press, um petroleiro liberiano, o Stoic Warrior, já usou esse trajeto próximo ao litoral omanense em meio ao aumento das tensões na região. 

De acordo com a Al Jazeera, a declaração ocorre no momento em que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chegou ao Bahrein para uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo. Rubio afirmou que Washington pretende proteger os interesses de seus aliados na região.

Alerta iraniano sobre Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã rejeitou a criação da nova rota marítima pelo Estreito de Ormuz e adotou um tom de advertência contra as embarcações que venham a utilizá-la. Segundo o comunicado citado pela emissora, qualquer navio que passar pelo novo trajeto estará sujeito a riscos.

O Estreito de Ormuz voltou, assim, ao centro das tensões regionais. A passagem é tratada como estratégica por países do Golfo e por potências externas, especialmente em momentos de instabilidade política e militar no Oriente Médio.

Rubio promete apoio a aliados do Golfo

A posição iraniana foi divulgada no mesmo dia em que Marco Rubio desembarcou no Bahrein para participar de uma reunião do Conselho de Cooperação do Golfo. Durante a visita, o secretário de Estado dos EUA prometeu defender os interesses dos aliados de Washington na região.

A agenda ocorre em meio a outros pontos de pressão no Oriente Médio, incluindo um plano para a fronteira entre Líbano e Israel apoiado pelos Estados Unidos, que testa a fragilidade do cessar-fogo em vigor. A combinação de disputas marítimas e tensões fronteiriças mantém a região sob forte atenção diplomática.

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