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Israel ataca jornalistas palestinos

Liderança palestina afirma que ataques buscam silenciar denúncias e impedir a circulação de informações sobre Gaza

Funeral do cinegrafista da Al Jazeera, Samer Abu Daqqa, que, segundo a emissora árabe, foi morto por um ataque de drone israelense enquanto fazia reportagem sobre atentado a uma escola que abrigava pessoas deslocadas, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza (Foto: Bassam Masoud / Reuters)

247 - O presidente do Conselho Nacional Palestino, Rawhi Fattouh, acusou Israel de promover ataques contra jornalistas palestinos como parte de uma política voltada a silenciar denúncias e impedir a circulação de informações sobre o massacre cometido em Gaza. Segundo ele, a ofensiva contra profissionais da imprensa busca ocultar a realidade no território palestino, onde veículos de comunicação também foram alvo de bombardeios e destruição.

As declarações foram divulgadas em comunicado repercutido pela agência Prensa Latina, neste domingo (3). Fattouh afirmou que os ataques fazem parte de uma política baseada em assassinatos e massacres deliberados contra aqueles que defendem a liberdade de expressão.

De acordo com o dirigente palestino, o governo de Benjamin Netanyahu tenta “silenciar a voz palestina” e “esconder a verdade”. Ele destacou que numerosos jornalistas palestinos foram mortos enquanto desempenhavam suas funções profissionais, além de outros que foram presos e torturados.

Ataques à imprensa em Gaza

Fattouh também denunciou o bombardeio deliberado e a destruição de sedes de veículos de comunicação na Faixa de Gaza. O território palestino, segundo o comunicado, está devastado após mais de dois anos de agressão israelense.

Para o presidente do Conselho Nacional Palestino, Israel violou de forma sistemática normas do direito internacional humanitário e as Convenções de Genebra, que estabelecem garantias de proteção a jornalistas durante conflitos armados.

Ele afirmou que crimes como assassinatos e ataques diretos contra profissionais da imprensa integram um “padrão perigoso” de violações destinado a enfraquecer a liberdade de imprensa e impedir a transmissão de informações a partir do terreno.

Pedido de investigação internacional

Fattouh defendeu a abertura de uma investigação internacional sobre os ataques contra jornalistas palestinos e pediu que a comunidade internacional responsabilize os culpados. O dirigente também cobrou a entrada imediata da imprensa internacional em Gaza e o fim de todas as restrições impostas aos trabalhadores do setor.

Ao final do comunicado, o presidente do Conselho Nacional Palestino agradeceu aos comunicadores palestinos pelo trabalho realizado em meio ao conflito e os classificou como “soldados da verdade”.

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