HOME > Mundo

Israel impede viagem de familiares de palestinos deportados, afirma entidade

Medida israelense afeta dezenas de famílias e amplia incertezas sobre o futuro dos prisioneiros deportados

Palestinos caminham por estrada na Faixa de Gaza (Foto: Reuters/Mahmoud Issa)

247 - As autoridades israelenses estão bloqueando a saída da Cisjordânia de dezenas de familiares de prisioneiros palestinos que foram deportados para o Egito, informou nesta quarta-feira Abdullah al-Zaghari, presidente do Clube dos Prisioneiros Palestinos. O dirigente classificou a ação como uma política deliberada de punição coletiva, destacando a gravidade das condições de saúde de alguns deportados.

As informações foram divulgadas originalmente pela agência Xinhua, que relatou ainda que muitos desses prisioneiros necessitam de cuidados médicos contínuos e da presença de seus familiares. Segundo Al-Zaghari, persistem diversas incertezas sobre o destino dos palestinos enviados ao Egito, incluindo a possibilidade de reassentamento em terceiros países.

De acordo com a entidade, Israel deportou 383 prisioneiros ao Egito ao longo deste ano como parte do acordo de troca envolvendo detentos e reféns mantidos pelo Hamas. A maioria permanece em território egípcio desde a libertação, afirmou Al-Zaghari em comunicado à imprensa.

O dirigente destacou que Israel impôs como condição para a libertação, no âmbito do cessar-fogo em Gaza, a deportação permanente de palestinos condenados por matar israelenses. Segundo ele, esses detentos não poderão retornar às suas residências na Cisjordânia ocupada.

Até o momento, as autoridades israelenses não se manifestaram sobre as acusações de impedir a viagem das famílias.

Artigos Relacionados

Artigos recomendados

Novo Desenrola vai permitir que os brasileiros voltem a respirar financeiramente, diz Lula
Líder xiita do Líbano rejeita negociações com Israel enquanto conflito no sul persistir
Avião de Pedro Sánchez faz pouso não previsto na Turquia após falha técnica
Mélenchon confirma candidatura à presidência da França
Wellington Dias afirma que Flávio Bolsonaro bateu no teto das pesquisas