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Israel mata três palestinos na Faixa de Gaza em meio a novas negociações sobre acordo de cessar-fogo

Ataque aéreo israelense atingiu proximidades de uma escola na região central do território

Enlutados reagem durante o funeral de palestinos mortos em um ataque israelense, segundo equipes médicas, no Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, em 13 de abril de 2026 (Foto: REUTERS/Mahmoud Issa)

247 - Um ataque aéreo de Israel deixou ao menos três palestinos mortos na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (13), em meio a novas negociações para consolidar um acordo de cessar-fogo. De acordo com autoridades de saúde locais, o bombardeio atingiu um grupo de pessoas nas proximidades de uma escola em Deir al-Balah, na região central do território. As informações são da agência Reuters.

O genocídio promovido por Israel em Gaza já resultou na morte de mais de 72 mil palestinos desde 2023. Não houve manifestação imediata das forças israelenses sobre o episódio. O ataque ocorreu enquanto representantes do Hamas e de outros grupos palestinos participaram de reuniões no Cairo com mediadores do Egito, Turquia e Catar. O objetivo dos encontros é discutir a implementação da segunda fase do acordo de trégua mediado pelos Estados Unidos.

Mortes e tensão persistem

Mesmo após o início do cessar-fogo, em outubro, a violência genocida de Israel continua. Segundo equipes médicas, mais de 750 palestinos foram mortos desde a entrada em vigor do acordo. Do lado israelense, quatro soldados morreram no mesmo período. As partes trocam acusações sobre violações da trégua.

Relatos apontam que tropas israelenses mantêm controle sobre uma ampla zona desocupada dentro de Gaza, enquanto ataques aéreos continuam sendo registrados. Autoridades palestinas afirmam que há movimentação de estruturas de demarcação na região, o que é negado por Israel.

Impasse sobre desarmamento

O avanço das negociações enfrenta obstáculos, principalmente em relação ao desarmamento do Hamas. Um plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê a entrega gradual das armas do grupo ao longo de oito meses, após a formação de uma administração civil palestina apoiada por Washington.

Integrantes do Hamas indicaram a mediadores que qualquer discussão sobre desarmamento depende da aplicação integral da primeira fase do acordo, incluindo a interrupção total das hostilidades. Autoridades militares israelenses afirmaram que o país pode retomar uma ofensiva em larga escala caso o grupo não aceite abrir mão de seu arsenal.

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