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Israel prendeu mais de 23 mil palestinos na Cisjordânia desde 2023

Relatório aponta mulheres, menores e jornalistas entre os detidos

Polícia israelense prende palestinos (Foto: Prensa Latina )

247 - Mais de 23 mil palestinos foram presos por Israel na Cisjordânia desde 2023, segundo um relatório de uma organização não governamental, que também aponta a presença de mulheres, menores de idade e jornalistas entre os detidos.

De acordo com informações divulgadas pela agência Prensa Latina, o levantamento inclui cerca de 700 mulheres, 1.800 menores e 240 profissionais da imprensa, dos quais 42 permanecem sob custódia.

Denúncias de violações e violência

O relatório destaca que as campanhas de prisão têm sido acompanhadas por uma escalada de violações. Entre as denúncias estão casos de tortura, espancamentos severos, ameaças contra os detidos e suas famílias, além da destruição de residências.

O documento também condena execuções extrajudiciais que, em algumas situações, atingem familiares dos detidos.

Operações militares em cidades palestinas

Nesta segunda-feira (20), forças israelenses prenderam cerca de 50 palestinos na cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, e nas localidades próximas de Yatta e Beit Umma. Durante a operação, foram realizadas buscas em diversas residências.

Segundo a agência oficial Wafa, “as forças de ocupação também instalaram vários postos de controle militar nas entradas de Hebron e em aldeias próximas”.

Outras detenções foram registradas no mesmo dia. Um jovem foi preso na cidade de Qalqilya, enquanto duas pessoas foram detidas na vila de Abwein, ao norte de Ramallah.

Escalada de tensão na Cisjordânia

Os dados reforçam um cenário de intensificação das operações militares e do aumento das detenções na Cisjordânia, em meio a denúncias recorrentes de violações de direitos humanos na região.

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