Israel tenta manter presos Thiago Ávila e Saif Abu Keshek
Israel pediu mais quatro dias de detenção para Thiago Ávila e Saif Abu Keshek
247 - Israel pediu à Justiça a prorrogação da prisão do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek, ativistas sequestrados e torturados após a interceptação da Flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza com ajuda humanitária.
O brasileiro Thiago Avila e o espanhol foram levados a um tribunal depois de permanecerem presos em território israelense, segundo informações divulgadas por um grupo de direitos humanos.
Na sexta-feira (1), Israel afirmou que todos os 175 ativistas presos pela Marinha israelense durante a abordagem à flotilha foram libertados na Grécia, com exceção de Ávila e Abu Keshek.
Pedido de prorrogação da detenção
De acordo com Miriam Azem, coordenadora de defesa internacional da Adalah, organização independente de direitos humanos, o governo israelense solicitou que os dois ativistas continuem detidos por mais quatro dias, informa o jornal The Times of Israel.
A Adalah informou que seus advogados se reuniram com Thiago Ávila e Saif Abu Keshek na prisão de Shikma, em Ashkelon. A organização relatou que os dois ativistas prestaram depoimentos sobre as condições em que foram mantidos desde a interceptação das embarcações.
Thiago Avila relata agressões
Segundo a Adalah, Thiago Ávila afirmou aos advogados que foi “submetido a extrema brutalidade” durante a apreensão dos barcos. O brasileiro disse ainda que foi “arrastado de bruços pelo chão e espancado tão violentamente que desmaiou duas vezes”.
A organização também declarou que, desde sua chegada a Israel, Ávila relatou ter sido mantido “em isolamento e com os olhos vendados”.
No caso de Saif Abu Keshek, a Adalah afirmou que o ativista também foi “amarrado e vendado... e forçado a ficar deitado de bruços no chão desde o momento da sua convulsão” até a chegada a Israel.
Acusações israelenses contra os ativistas
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que os dois ativistas têm ligação com uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O grupo citado é a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, conhecida pela sigla PCPA.
Segundo Washington, a PCPA foi acusada de “agir clandestinamente em nome do Hamas”. O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que Abu Keshek é um membro importante da organização e que Ávila também estaria ligado ao grupo, além de ser “suspeito de atividades ilegais”.


