HOME > Mundo

Thiago Ávila é levado a Israel para interrogatório após interceptação de flotilha rumo a Gaza

Governo israelense diz que ativista é suspeito de 'atividades ilegais' por integrar a flotilha que leva alimentos e medicamentos ao povo palestino

Thiago Ávila (Foto: Reprodução Youtube)

247 - O ativista Thiago Ávila será interrogado por autoridades de Israel após ser detido em uma embarcação que seguia em direção à Faixa de Gaza. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores israelense neste sábado (2).

Ávila integrava a flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária, quando o barco foi interceptado pelas forças israelenses na quarta-feira (29. Segundo o governo de Israel, o brasileiro “é suspeito de atividades ilegais” e será submetido a interrogatório policial.

A interceptação provocou reação diplomática de Brasil e Espanha, que protestaram após a confirmação de que os ativistas seriam levados ao território israelense.

Em nota publicada na rede social X, a chancelaria israelense informou que ele receberá assistência consular brasileira. “Saif Abu Keshek, um membro importante do PCPA –organização designada e sancionada pelos Estados Unidos como fachada do Hamas– e Thiago Ávila, que opera com o PCPA e é suspeito de atividades ilegais, chegaram a Israel. Eles serão transferidos para interrogatório pelas autoridades policiais. Ambos receberão uma visita consular dos representantes de seus respectivos países em Israel”, diz o comunicado.

O porta-voz do ministério, Oren Marmorstein, declarou que todos os demais ativistas detidos já foram levados à Grécia, com exceção de Ávila e Abu Keshek. Ele, no entanto, não deu detalhes adicionais sobre os procedimentos.

A flotilha Global Sumud reunia mais de 50 embarcações e partiu de portos na Itália, França e Espanha com destino a Gaza, em uma ação de caráter humanitário. Durante a operação, as forças israelenses interceptaram mais de 20 barcos e detiveram cerca de 175 ativistas. Entre os brasileiros, também estão Mandi Coelho, Leandro Lanfredi e Thainara Rogério, esta última com dupla nacionalidade espanhola.

As embarcações da flotilha partiram de Catania, na Itália, em 26 de abril, com o objetivo de levar ajuda humanitária à Gaza. O governo israelense classificou os participantes como “provocadores” e afirmou que a interceptação ocorreu dentro da legalidade internacional.

Thiago Ávila já havia sido detido pelo exército de ocupação israelense em junho e outubro de 2025, em episódios anteriores relacionados a ações na região.

Artigos Relacionados