Brasil e Espanha condenam sequestro de cidadãos por Israel e exigem libertação imediata
O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram sequestrados por forças israelenses na quinta-feira (30)
247 - Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma nota conjunta em que condenam o sequestro de dois de seus cidadãos por forças israelenses e exigem a libertação imediata dos envolvidos. Segundo o texto, os dois países classificam a ação como "flagrantemente ilegal" e afirmam que a operação representa uma afronta ao Direito Internacional.
Na quinta-feira (30), o ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram sequestrados junto com ao menos 175 ativistas enquanto seguiam em direção à Faixa de Gaza, a bordo de uma flotilha de ajuda humanitária. A população palestina sofre com privações e violações de direitos humanos decorrentes do genocídio promovido por Israel.
De acordo com a nota, os cidadãos estavam a bordo de embarcações da flotilha Samud, que foram interceptadas por forças israelenses em águas internacionais, nas proximidades da Grécia. Após a abordagem, passageiros e tripulantes foram levados à ilha de Creta, mas os dois cidadãos não foram liberados.
Brasil e Espanha afirmam ainda que a operação configura um sequestro realizado fora da jurisdição israelense, o que, segundo os governos, pode ser acionado em cortes internacionais e também caracteriza crime nas legislações dos dois países. Os países exigem o retorno imediato dos cidadãos, com garantias de segurança, além de acesso consular para prestação de assistência e proteção.
Nota oficial na íntegra
"Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel.
Ambos encontravam-se em embarcações da flotilha Samud, abordadas por forças israelenses na altura da Grécia, e não foram liberados quando da interceptação dessas naves, e posterior desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta.
Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições.
Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção."


